Venezuela anuncia libertação de presos e agradece apoio de Lula em meio a novos desdobramentos políticos

Venezuela anuncia libertação de presos e agradece apoio de Lula em meio a novos desdobramentos políticos

O governo venezuelano anunciou nesta quinta-feira (8) a liberação imediata de um número significativo de presos, tanto cidadãos do país quanto estrangeiros. A informação foi divulgada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, que destacou a iniciativa como um esforço para promover a união nacional e a convivência pacífica. Rodríguez classificou o ato como um […]

Resumo

O governo venezuelano anunciou nesta quinta-feira (8) a liberação imediata de um número significativo de presos, tanto cidadãos do país quanto estrangeiros. A informação foi divulgada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, que destacou a iniciativa como um esforço para promover a união nacional e a convivência pacífica.

Rodríguez classificou o ato como um gesto do governo bolivariano com a intenção de buscar a paz, visando garantir a continuidade da vida pacífica e a prosperidade da nação.

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Durante conversa com jornalistas, o líder legislativo expressou gratidão ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e ao governo do Catar. Segundo ele, essas figuras e governos estiveram ao lado do povo venezuelano na defesa do direito à vida plena e à autodeterminação.

O governo brasileiro, por meio de fontes do Itamaraty, interpretou o agradecimento de Rodríguez como um reconhecimento ao apoio geral do Brasil à Venezuela em sua crise, e não necessariamente ligado de forma específica à soltura dos detidos. Desde a última eleição presidencial venezuelana, em julho de 2024, o Brasil vinha solicitando a libertação de presos por motivos humanitários e como medida para distensionar o ambiente político no país.

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Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o número exato de pessoas a serem libertadas, suas identidades, ou se a soltura implicará em absolvição completa das acusações. A jornalista e ativista venezuelana com nacionalidade espanhola, Rocío San Miguel, foi confirmada como uma das libertadas pelo Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.

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Madri também informou a libertação de outros quatro cidadãos espanhóis, um fato celebrado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez como um ato de justiça e um passo necessário para o diálogo e a reconciliação na Venezuela.

Rumores sobre o possível fechamento do centro penitenciário Helicoide, em Caracas, circularam nas últimas horas, após Donald Trump descrever o local como uma “câmara de tortura” e anunciar o fim de suas operações. A situação dos presos na Venezuela é um tema de longa data, com organizações de direitos humanos e relatórios internacionais denunciando a prisão de opositores, sindicalistas, jornalistas e outras vozes críticas ao governo de Nicolás Maduro.

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Contexto político e histórico das prisões

A liberação de detidos ocorre em um momento de mudanças significativas na Venezuela, poucos dias após um ataque americano que resultou em centenas de mortos e levou à detenção de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro. Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela e que o governo interino, agora liderado por Delcy Rodríguez, está cooperando.

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As autoridades chavistas frequentemente acusam os detidos de crimes como traição à pátria e contra a segurança do Estado, alegando envolvimento em planos “golpistas” e “terroristas”. A oposição venezuelana tem consistentemente demandado a libertação dos chamados “presos políticos” como parte de um processo de reconciliação nacional.

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Expectativas e dados sobre presos políticos

Alfredo Romero, diretor da ONG Foro Penal, expressou grandes expectativas pela libertação de todos os presos políticos, mas ressaltou a importância de que o ato se insira em um processo de reconciliação e pacificação, evitando que seja apenas um gesto simbólico ou uma estratégia de libertar alguns e prender outros.

De acordo com o Foro Penal, em 5 de janeiro, havia 806 “presos políticos” detidos em prisões venezuelanas. Em julho do ano passado, os Estados Unidos anunciaram a libertação de todos os americanos detidos na Venezuela, incluindo um cidadão de origem venezuelana condenado em seu país pelo assassinato de três pessoas em Madri.

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Fonte: BBC News Mundo

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