O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação que determina a retirada do país de 35 organizações internacionais não vinculadas às Nações Unidas e de outras 31 entidades ligadas à própria ONU. A medida, anunciada nesta quarta-feira (7), alinha-se com a política de “América em Primeiro Lugar” que marcou sua gestão anterior.
Justificativa da Casa Branca
Segundo um comunicado oficial da Casa Branca, a saída dessas organizações se deve ao fato de que elas, na visão do governo americano, “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA”. A administração não divulgou imediatamente uma lista completa das entidades afetadas pela decisão.
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Histórico de Retiradas Multilaterais
Durante seu mandato presidencial entre 2017 e 2021, Trump já havia implementado a retirada dos Estados Unidos de diversos órgãos multilaterais. Um dos casos de maior repercussão foi o anúncio, em julho de 2020, da saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Na época, Trump alegou que a OMS havia sido influenciada pela China e fornecido informações incorretas sobre a pandemia de Covid-19.
Contexto Global e Possíveis Repercussões
A decisão de Trump de afastar os EUA de múltiplas organizações internacionais pode gerar novas tensões diplomáticas e impactar a cooperação global em diversas áreas, desde saúde pública até segurança e meio ambiente. A retirada de fundos e de participação ativa em fóruns internacionais pode enfraquecer o alcance dessas entidades e a capacidade de resposta a crises globais.
A comunidade internacional observará atentamente a lista de organizações afetadas e as ações subsequentes dos Estados Unidos, que tradicionalmente desempenham um papel significativo em muitas dessas instituições. A retirada de um país com o peso geopolítico e econômico dos EUA pode abrir espaço para outras potências e reconfigurar o cenário multilateral.
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A retomada de ações como essa, após o fim de seu mandato, sinaliza uma possível continuidade de sua abordagem em relação à política externa, caso ele retorne à presidência. A dinâmica das relações internacionais e o futuro de acordos e iniciativas globais podem ser significativamente alterados por essas decisões.
Fonte: G1