O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou nesta terça-feira (6) que estuda a possibilidade de enviar militantes para a Venezuela. A decisão surge como resposta à operação militar realizada pelos Estados Unidos em solo venezuelano no último sábado (3).
Sob as ordens do presidente norte-americano Donald Trump, forças dos EUA bombardearam a região de Caracas e capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele foi levado para ser julgado em Nova York sob a acusação de “narcoterrorismo”.
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Segundo a assessoria do MST, a eventual participação de militantes brasileiros na Venezuela ainda está em fase de construção. O objetivo seria organizar protestos contra as ações dos Estados Unidos no país sul-americano.
Solidariedade e Crítica
Ceres Hadich, da coordenação nacional do MST, declarou em nota que o movimento não descarta o envio de reforço de militância para atuação direta na Venezuela, caso seja considerado necessário. “Ainda não está muito claro o desdobramento dessas ações, mas a gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário”, afirmou.
Hadich ressaltou que a solidariedade do MST à Venezuela é “clara, definida e pública”. O movimento social brasileiro possui atuação de longa data no país, com projetos voltados para a produção de alimentos, agroecologia e transferência de tecnologias.
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A prioridade neste momento, segundo Hadich, é a denúncia política do que o MST classifica como “sequestro, invasão e mortes causadas pelo governo dos Estados Unidos”.
Cenário Político Venezolano
Com a captura de Nicolás Maduro, a Venezuela passa a ser comandada por Delcy Rodriguez, vice-presidente do país. A transferência de poder ocorre sob anuência dos Estados Unidos, segundo as informações divulgadas.
Nota Completa do MST
A coordenação nacional do MST divulgou uma nota detalhando sua posição:
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“Ainda não está muito claro o desdobramento dessas ações, mas a gente não descarta o envio de um reforço de militância, de atuação in loco na própria Venezuela, desde que seja necessário. As nossas relações de solidariedade concretas na Venezuela são muito claras, definidas, são públicas, inclusive, a gente tem contribuído no processo de avanço da produção de alimentos, desenvolvimento da agroecologia, de tecnologias em agroecologia, para fomentar a produção massiva de alimentos para o povo venezuelano, isso já faz algum tempo, e sendo necessário outras frentes de contribuição em algum momento, a gente certamente estará se preparando para poder dar conta dessas demandas que possam vir a surgir. Nesse primeiro momento, a gente está muito focado ainda em fazer essa denúncia imediata, que é a denúncia do sequestro, da invasão e das mortes que foram causadas pelo governo dos Estados Unidos.”
Fonte: Poder360