A tia de Jésica Brenda de Oliveira, Márcia de Oliveira Barbosa, de 56 anos, expressou profundo temor de que Luciano Souza Rodrigues, 28, autor do brutal assassinato de sua sobrinha a facadas no bairro Aarão Reis, Região Norte de Belo Horizonte, em 14 de dezembro, possa ser liberado e cometer novos crimes. Luciano foi preso nesta segunda-feira (5), na Savassi, Região Centro-Sul da capital.
A prisão do suspeito
Luciano foi abordado e identificado por policiais militares enquanto estava em meio a um grupo de pessoas em situação de rua na Rua Sergipe. A prisão ocorreu após diligências que levaram à sua localização na região central da cidade.
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O medo da família
Familiares de Jésica, que tinha 32 anos, temem que a justiça não seja suficiente para manter Luciano Rodrigues preso, permitindo que ele repita atos de violência contra outras mulheres. O crime chocou pela rapidez com que ocorreu, poucas horas após o agressor conhecer a vítima.
“Ele é ruim, ele tem um coração ruim. Para ele fazer maldade com outra mulher, ele não muda de roupa. Por isso que ele não pode ser solto”, desabafou Márcia Barbosa, tia de Jésica.
Relato de premeditação e crueldade
Márcia acredita que o crime foi premeditado. Segundo ela, a irmã de Luciano já havia relatado que ele demonstrava intenções violentas. “Ele planejou, ficou o dia inteiro com ela. Ele ficou o dia inteiro planejando a morte dela, igual um lobo. Ele abateu ela”, relatou, com a voz embargada.
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A tia da vítima enfatizou o impacto devastador do assassinato na família. “As facadas que ele desferiu não atingiram só ela. Atingiram a família toda. Nós estamos rasgados por dentro”, disse.
Crianças traumatizadas pela perda
Jésica deixou dois filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 8 anos, que ficaram profundamente traumatizados com a perda da mãe. A tia descreveu a dificuldade em lidar com o estado emocional das crianças.
“Um, a gente não sabe como chegar, como conversar, porque ele está muito triste, ele não fala nada. A menina já reage um pouco, fala dela o tempo todo. Já o menino, mesmo a gente estando apoiando, conversando com ele, está difícil. Ele não se abre”, contou Márcia.
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Ela completou: “O filho dela está sofrendo demais, calado. Dá dó de ver uma criança de 11 anos não ter reação nenhuma. E a gente não sabe o que fazer”.
Circunstâncias do crime
Segundo informações, Jésica conheceu Luciano em uma estação de ônibus no dia do crime. Os dois passaram a tarde juntos, consumindo bebidas alcoólicas e, posteriormente, foram a um churrasco na casa do agressor, com familiares dele.
Em determinado momento, Luciano, que teria consumido drogas, teria tido uma crise de ciúmes e a levou para dentro da residência para conversar. O ataque ocorreu na cozinha da casa. Após esfaquear Jésica, o suspeito arrancou a tornozeleira eletrônica que usava e fugiu.
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Testemunho de parente do agressor
Uma parente de Luciano, que não quis se identificar, estava na residência e presenciou parte do ocorrido. Ela relatou que o agressor iniciou as agressões com tapas e, ao tentar intervir, foi ameaçada com a faca.
“Eu escutei os tapas na sala. Quando cheguei, ele estava batendo nela. Tentei separar, mas ele veio para cima de mim com a faca”, contou. A familiar também relatou que Luciano soltou um cachorro da raça pit-bull para impedir que outras pessoas se aproximassem.
Ela confirmou que o motivo do ataque teria sido ciúmes, após Luciano ver Jésica conversando com outro homem pelo celular. “Foi por causa de ciúmes. Ele chamou ela para dentro porque não faria isso do lado de fora, onde tinha gente”, afirmou.
Luciano Souza Rodrigues possui diversas passagens pela polícia, o que aumenta a apreensão dos familiares de Jésica quanto à possibilidade de ele voltar a cometer crimes caso seja solto.
Fonte: O Tempo