O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou nesta segunda-feira (5) que está disposto a retomar o uso de armas em defesa da soberania nacional, caso necessário. A afirmação surge como resposta direta às recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou uma intervenção militar contra o país sul-americano.
Contexto de Tensão e Acusações
As declarações de Petro, publicadas em sua conta na rede social X, foram uma reação à ameaça de Trump, que no domingo (4) sugeriu uma operação militar contra a Colômbia. Trump classificou o país como “doente” e seu líder como um “homem doente”, acusando Petro, sem apresentar provas, de ter ligação com a produção de cocaína e seu tráfico para os EUA.
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Essas acusações ocorrem em um momento de instabilidade regional, especialmente após os Estados Unidos terem realizado uma operação que levou à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Nova York para julgamento.
O Passado Guerrilheiro e o Juramento de Paz
Petro, que foi membro do movimento guerrilheiro M19 (Movimento 19 de Abril) nos anos 1980, relembrou seu passado e seu juramento de não empunhar mais armas após o Pacto de Paz de 1989. No entanto, ele enfatizou que, “pela Pátria”, estaria disposto a fazê-lo novamente, mesmo sem desejar.
O presidente colombiano também dirigiu uma ordem clara às Forças Públicas: comandantes que priorizarem a bandeira dos Estados Unidos sobre a colombiana devem se retirar imediatamente da instituição. Petro reiterou que a Constituição exige que as Forças Públicas defendam a soberania popular e que a ordem é atirar contra o “invasor”, não contra o povo.
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Defesa da Legitimidade e Combate ao Narcotráfico
Em sua defesa, Petro listou as ações de seu governo no combate à produção e ao tráfico de drogas. Ele ressaltou que sua eleição foi democrática e negou veementemente qualquer envolvimento com o narcotráfico. O presidente afirmou que sua vida financeira é transparente e que não possui bens além de sua casa familiar, que ainda está pagando com seu salário.
“Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”, declarou Petro.
O líder colombiano expressou grande confiança em seu povo e pediu que a população defenda o presidente contra quaisquer atos violentos ilegítimos. A situação reflete as complexas relações diplomáticas e as tensões geopolíticas na América Latina, com fortes implicações para a segurança regional e o combate ao crime organizado.
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Fonte: O Globo