Governo Lula supera Bolsonaro em sigilos e promessa de 'revogaço' vira alvo de críticas

Governo Lula supera Bolsonaro em sigilos e promessa de ‘revogaço’ vira alvo de críticas

A promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de realizar um “revogaço” em medidas consideradas prejudiciais do governo anterior, especialmente aquelas voltadas para a “defesa de amigos”, tem sido questionada diante de números recentes sobre a decretação de sigilos pelo atual governo. Dados compilados pela Controladoria-Geral da União (CGU) e por relatórios independentes […]

Resumo

A promessa de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva de realizar um “revogaço” em medidas consideradas prejudiciais do governo anterior, especialmente aquelas voltadas para a “defesa de amigos”, tem sido questionada diante de números recentes sobre a decretação de sigilos pelo atual governo.

Dados compilados pela Controladoria-Geral da União (CGU) e por relatórios independentes revelam que, entre 2023 e 2025, foram decretados 3.287 sigilos, uma marca que ignora os princípios da Lei de Acesso à Informação (LAI).

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O governo Lula tem sido apontado por especialistas como obstinado no desrespeito à LAI, recusando cerca de 16% dos pedidos de informação. Essa postura é interpretada por críticos como um indicativo de que há muito a esconder.

Sigilos em Alta

O discurso de transparência contrasta com a prática. Em 2023, o primeiro ano do mandato, Lula decretou sigilo de 100 anos em 1.339 pedidos de informação. Este número é superior aos 1.332 sigilos de mesma duração impostos no último ano da gestão de Jair Bolsonaro (2022).

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Em 2025, a tendência de sigilo continuou, com o governo mantendo um alto volume de informações restritas ao público.

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Janja e as Polêmicas

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também tem sido protagonista de notícias, mas por uma série de polêmicas que geraram críticas e até ações judiciais.

Em 2025, seu protagonismo foi marcado por declarações consideradas impropriadas e acusações de gastos extravagantes. Em fevereiro, ela vazou uma imagem de uma águia que seria surpresa no desfile da escola de samba Portela, gerando repercussão negativa e o posterior apagamento do conteúdo.

Durante um jantar oficial na China, em maio, Janja reclamou do aplicativo TikTok ao presidente Xi Jinping, o que teria causado constrangimento. Em novembro, na COP30, em Belém, ela cometeu um deslize ao dizer “somos atoras” em vez de “somos atrizes”.

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Outro episódio que chamou atenção foi uma dancinha realizada pela primeira-dama na Índia, enquanto o Sul do Brasil enfrentava enchentes devastadoras. Ela também foi notada em uma foto ao lado de Joe Biden e Lula.

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Móveis Presidenciais e Fiscal

Em 2023, Janja insinuou o sumiço de 261 móveis da Presidência, que posteriormente foram encontrados em um depósito do Palácio da Alvorada. A alegação, posteriormente desmentida, resultou em sua condenação pela Justiça.

No âmbito fiscal, o governo sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 com uma meta de superávit de R$ 34,3 bilhões. Contudo, os anos de 2023 e 2024 registraram metas de “déficit zero” que não foram atingidas, resultando em rombos nas contas públicas.

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O Relatório de Acompanhamento Fiscal de 2025, divulgado pela Instituição Fiscal Independente do Senado, alerta que manobras como a retirada de despesas do teto de gastos, como precatórios e ressarcimentos de desvios, oferecem um alívio temporário, mas evidenciam a necessidade de ajustes fiscais mais profundos.

Emendas e Mercado

Em 2025, o presidente Lula distribuiu mais de R$ 30,6 bilhões em emendas parlamentares, um aumento de R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior, que já havia registrado um recorde histórico.

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O senador Eduardo Braga (MDB-AM) se destacou como um dos maiores anunciantes em redes sociais, gastando R$ 406 mil em anúncios no Facebook e Instagram nos últimos três meses, superando até mesmo gastos de bancos públicos como a Caixa.

No cenário internacional, o mercado aguarda o anúncio do próximo presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) por Donald Trump antes de fevereiro. Nomes como Kevin Hassett, Kevin Warsh e Christopher Waller são considerados cotados para a posição.

Em Portugal, a eleição presidencial agendada para o dia 18 tem como favorito Luís Marques Mendes, candidato do PSD, com 79% de chances de vitória, segundo projeções da Polymarket.

Uma disputa sobre a taxação de painéis solares também se desenha. O senador Marcos Rogério (PL-RO) apresentou um projeto para limitar a alíquota de importação em 9,6%, argumentando que a taxa de 25% é abusiva e não beneficia a indústria nacional, lembrando que durante o governo Bolsonaro essa alíquota foi zerada.

Fonte: G1

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