Poucas horas antes de sua captura por militares dos Estados Unidos, o ditador venezuelano Nicolás Maduro celebrou em redes sociais um encontro com uma delegação do governo chinês. A visita foi apresentada como um reforço ao seu regime, com a temática da multipolaridade em pauta.
A comitiva da China era liderada por Qiu Xiaoqi, representante especial para Assuntos da América Latina e do Caribe. Participaram também Lan Hu, embaixador chinês em Caracas, e os altos funcionários Liu Bo e Wang Hao, do Ministério das Relações Exteriores de Pequim.
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Segundo relatos, Maduro não demonstrava preocupação durante a reunião, que ocorreu em um tom de celebração. A postagem nas redes sociais foi feita por volta das 21h de sexta-feira, 2. A captura aconteceu na madrugada seguinte, marcando o fim de quase 13 anos de Maduro no poder.
Acusações Contra Maduro
O governo norte-americano acusa Nicolás Maduro de liderar o Cartel de los Soles. O Departamento de Justiça dos EUA descreve a organização como um grupo narcoterrorista formado pela cúpula do regime, com ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
As autoridades americanas atribuem a esses grupos a responsabilidade por operações de tráfico de drogas ilícitas com destino aos Estados Unidos. Além disso, o regime venezuelano enfrenta denúncias de fraudes eleitorais e violações sistemáticas dos direitos humanos.
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Violações de Direitos Humanos e Repressão
Uma Missão de Apuração de Fatos da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu, no final de 2025, que a Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela (GNB) cometeu violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade ao longo de mais de uma década. A GNB é apontada como responsável pela perseguição a opositores políticos.
Entre os abusos documentados estão prisões arbitrárias, tortura e violência sexual. Marta Valinas, chefe do grupo de investigação da ONU, afirmou que os fatos demonstram o papel da GNB em um padrão de repressão sistemática e coordenada contra opositores.
Reconhecimento à Oposição Venezolana
Em outubro, María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, foi anunciada como laureada do Prêmio Nobel da Paz. O reconhecimento se deu por seu trabalho na promoção dos direitos democráticos e na busca por uma transição pacífica na Venezuela.
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Apesar de sua atuação, o regime de Maduro a impediu de concorrer às eleições presidenciais venezuelanas em julho de 2024. O comitê do Nobel destacou a transformação da Venezuela de um país democrático e próspero para um Estado autoritário, marcado por crise humanitária e econômica.
A maioria da população venezuelana vive em extrema pobreza, enquanto uma minoria se beneficia, segundo o comitê. A repressão estatal é intensa, com quase 8 milhões de venezuelanos tendo deixado o país. A oposição tem sido alvo de fraude eleitoral, processos judiciais e prisões.
Fonte: Oeste
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