Venezuelanos em São Paulo expressam alívio e preocupação com a situação política de seu país

Venezuelanos em São Paulo expressam alívio e preocupação com a situação política de seu país

A notícia da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos gera reações diversas entre os venezuelanos residentes em São Paulo. Para Luis Vicente, 31 anos, que deixou seu país há oito anos, a notícia é um alívio. Morador do bairro Fazenda da Juta, na zona leste da capital paulista, ele expressa o desejo de retornar […]

Resumo

A notícia da captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos gera reações diversas entre os venezuelanos residentes em São Paulo. Para Luis Vicente, 31 anos, que deixou seu país há oito anos, a notícia é um alívio. Morador do bairro Fazenda da Juta, na zona leste da capital paulista, ele expressa o desejo de retornar à Venezuela assim que a situação se normalizar.

Vicente, que trabalha como pedreiro em São Paulo, relata as dificuldades enfrentadas em seu país de origem. “A vida era difícil lá. Até tinha comida, mas às vezes a gente levava dois dias para conseguir comprar um pacote de arroz”, conta.

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Apesar de expressar felicidade com a possível queda de Maduro, a maioria dos imigrantes em Fazenda da Juta culpa o ex-ditador pelas dificuldades financeiras que os forçaram a emigrar. No entanto, há um consenso entre eles de que os Estados Unidos têm interesse no petróleo venezuelano.

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A falta de energia elétrica e internet no bairro, que remete à situação vivenciada na Venezuela, gerou comentários entre os imigrantes. “Estamos como na Venezuela”, brincou um deles, que assim como outros, ainda não conseguiu contato com familiares em seu país devido à falta de conexão.

A vida na ocupação “Veneza City”

Vicente vivia na ocupação “Veneza City”, em Fazenda da Juta, que abrigava 52 famílias venezuelanas. A área, localizada em uma área de preservação ambiental, foi desocupada há seis meses, e as casas foram demolidas. Atualmente, os imigrantes recebem um auxílio temporário de R$ 600 para aluguel, que custa R$ 1 mil.

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Divergências sobre o futuro e intervenção dos EUA

Diferentemente de Vicente, o mecânico Giovani Josuel Ramirez, 32 anos, que vive no Brasil há dez anos, afirma que não pretende retornar à Venezuela, pois seus filhos mal lembram do país.

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Ramirez lamenta os bombardeios realizados pelos EUA na Venezuela, mas demonstra contentamento com a captura de Maduro. Ele relata que uma casa próxima à de sua tia em Caracas foi atingida, mas que todos estão bem.

Um imigrante, que preferiu não se identificar por medo de retaliações, demonstra ceticismo quanto à captura de Maduro. Ele afirma só acreditar quando houver provas concretas, mas avalia que o presidente americano age por interesse no petróleo venezuelano.

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“Nem Maduro, nem Trump. Apenas Deus”, declarou o imigrante, que viajou de Barcelona para o Brasil de carona e que teme represálias ao falar sobre a situação política de seu país.

Medo e cautela entre os imigrantes

O medo de retaliações impede que muitos imigrantes se identifiquem ou concedam entrevistas. A experiência em “Veneza City”, onde parte dos moradores responsabiliza a imprensa pela desocupação, contribui para essa cautela.

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O imigrante que não quis se identificar relatou que seus familiares em Barcelona evitam falar sobre o ataque americano por telefone, pois têm medo. A vida na Venezuela, sob o governo de Maduro, piorou significativamente, segundo ele.

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