Trump afirma que EUA não pagarão recompensa por captura de Maduro

Trump afirma que EUA não pagarão recompensa por captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3.jan.2026) que o governo americano não efetuará o pagamento da recompensa de US$ 50 milhões anunciada anteriormente pela captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A declaração de Trump ocorreu após a confirmação da detenção de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, em uma operação militar […]

Resumo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3.jan.2026) que o governo americano não efetuará o pagamento da recompensa de US$ 50 milhões anunciada anteriormente pela captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A declaração de Trump ocorreu após a confirmação da detenção de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, em uma operação militar de elite realizada em Caracas na madrugada deste sábado.

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Em conversa com jornalistas em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump foi questionado sobre a recompensa. Ele enfatizou que a captura foi um feito das forças militares e de inteligência dos EUA.

“Acho que economizamos US$ 50 milhões”, comentou o Secretário de Estado, Marco Rubio, que estava presente na conversa. Trump complementou: “Não deixem ninguém reivindicar isso. Ninguém merece isso além de nós”.

Operação Militar e Controvérsias

A operação militar que resultou na captura de Maduro e Flores foi anunciada pelo próprio Trump em seu perfil na rede social Truth Social. Ele informou que os EUA realizaram a ação contra a Venezuela.

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O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, detalhou que a ordem para a captura de Maduro partiu de Trump na noite de sexta-feira (2.jan.2026). A operação, que durou cerca de duas horas e 20 minutos, envolveu helicópteros militares transportando tropas para Caracas.

A ação incluiu também ataques a quatro alvos na Venezuela, com o emprego de 150 caças e bombardeios que neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos.

A realização de uma operação militar em território estrangeiro sem aprovação prévia do Conselho de Segurança da ONU levanta questionamentos. Trump, no entanto, defendeu a ação como desnecessária para tal aprovação.

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Adicionalmente, surgiram dúvidas sobre o cumprimento de leis americanas, uma vez que operações dessa natureza geralmente requerem aprovação do Congresso. Marco Rubio justificou a falta de comunicação prévia aos congressistas pela impossibilidade de fazê-lo com antecedência.

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Ainda há incertezas sobre o número de mortos e feridos durante a operação. Autoridades venezuelanas afirmaram que civis morreram, mas não divulgaram números oficiais até o momento da publicação desta reportagem. Um oficial americano relatou que não houve baixas entre militares dos EUA.

Posicionamento dos EUA sobre o Comando da Venezuela

Trump declarou a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração da Venezuela até que uma transição política fosse definida. Ele não detalhou o plano para essa intervenção, focando nas possibilidades de exploração e venda do petróleo venezuelano.

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Segundo a Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump afirmou que Rubio conversou com Rodríguez, e que ela teria manifestado disposição para cooperar com iniciativas lideradas pelos EUA.

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O presidente americano também comentou sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, indicando que ela não possuiria apoio político suficiente para governar o país.

Reação de Caracas

Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde deste sábado, Delcy Rodríguez contestou as declarações de Trump. Ela classificou a ação dos EUA como uma violação da soberania venezuelana e reiterou que Nicolás Maduro permanece como o presidente legítimo do país.

Rodríguez declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que esta seja pautada pelo direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, afirmou.

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