O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta nesta quinta-feira (1º/1) do hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado desde o dia 24 de dezembro. Ele passou por três procedimentos médicos para tratar de uma hérnia e de crises de soluços que o afligiam.
Com a alta hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre prisão desde 22 de novembro.
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A defesa do ex-presidente havia solicitado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar, mas o pedido foi negado.
A alta já era esperada para esta quinta-feira e foi confirmada após exames realizados na manhã do dia. Ao retornar para a carceragem da PF, Bolsonaro levará consigo um aparelho CPAP, utilizado no tratamento de apneia do sono severa, diagnosticada na última segunda-feira (29/12).
Os soluços que levaram à internação de Bolsonaro foram tratados com bloqueios do nervo frênico. Foram realizadas três intervenções cirúrgicas desde o último sábado (27/12) com o objetivo de interromper as crises, mas os resultados não foram totalmente satisfatórios.
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O cirurgião Cláudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, explicou que os bloqueios diminuíram a intensidade dos soluços, mas não os cessaram. Segundo ele, isso sugere que a origem do problema pode não ser apenas do pescoço para baixo, mas sim do sistema nervoso central.
Em 25 de dezembro, Bolsonaro foi submetido a uma herniorrafia inguinal bilateral, o oitavo procedimento cirúrgico desde que foi vítima de uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. A cirurgia, que durou cerca de três horas, visou a retirada de hérnias na virilha.
Birolini informou que a cirurgia ocorreu sem intercorrências, mas que a hérnia era maior do lado direito. A correção foi realizada em ambos os lados para evitar o desenvolvimento futuro do quadro clínico.
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Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF desde 22 de novembro, após romper a tornozeleira eletrônica que usava em regime de prisão domiciliar. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes tornou a detenção definitiva, com base na conclusão da ação penal.
Apesar de estar preso, médicos terão acesso liberado a Bolsonaro na carceragem da PF. Birolini ressaltou que recomendações serão feitas à superintendência para a manutenção dos cuidados de saúde necessários ao ex-presidente.
Fonte: G1
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