Sistema Paraopeba com menos de 50% da capacidade: Grande BH em alerta com baixos níveis de reservatórios

Sistema Paraopeba com menos de 50% da capacidade: Grande BH em alerta com baixos níveis de reservatórios

Alerta Hídrico na Grande BH: Reservatórios do Sistema Paraopeba Abaixo de 50% Os reservatórios do Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), apresentam níveis preocupantes. Dados da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) indicam que, até o final de dezembro, o […]

Resumo

Alerta Hídrico na Grande BH: Reservatórios do Sistema Paraopeba Abaixo de 50%

Os reservatórios do Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), apresentam níveis preocupantes. Dados da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) indicam que, até o final de dezembro, o índice de armazenamento estava em 46,6%, uma marca inferior a 50%.

Queda Persistente nos Volumes de Água

O Sistema Paraopeba é composto por três importantes reservatórios: Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores. Localizadas em seis municípios metropolitanos – Brumadinho, Juatuba, Ibirité, Mateus Leme, Contagem e Betim –, essas estruturas vêm registrando uma queda contínua em seus volumes. Em outubro, o sistema já apresentava uma redução de 11,57% desde o início do período chuvoso, caindo de 67,4% para 59,6% em apenas um mês.

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Três meses depois, a situação se agravou, com uma queda adicional de 21,8%, levando o índice geral para os atuais 46,6%. O reservatório Rio Manso, em particular, opera com apenas 30,9% de sua capacidade, sendo o mais crítico dentro do sistema.

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Especialistas Avaliam Cenário e Pedem Consumo Consciente

Apesar dos números baixos, especialistas ouvidos pela reportagem indicam que o cenário ainda não é de catástrofe iminente. Heleno Maia, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, explica que os meses de janeiro e fevereiro são cruciais, pois costumam registrar chuvas intensas que podem recompor os níveis dos reservatórios.

“Normalmente, os meses finais do ano não incluem volumes significativos nos reservatórios. Por isso, nossa preocupação começa a partir da segunda quinzena de janeiro”, afirma Maia, ressaltando que a meta é atingir pelo menos 50% de capacidade até o fim do período chuvoso.

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O professor Luiz Rafael Palmier, do Centro de Pesquisas Hidráulicas e Recursos Hídricos da UFMG, corrobora essa visão. Ele enfatiza que a preocupação maior surge quando os reservatórios se encontram com níveis baixos ao final da estação chuvosa. “Se não tivermos chuvas significativas, pode haver um problema. Mas, olhando a situação, com as perspectivas de chuva, o cenário não é catastrófico”, pondera.

No entanto, ambos os especialistas fazem um apelo veemente à população por um consumo mais consciente da água. Palmier alerta para práticas cotidianas que levam ao desperdício, como lavar carros com mangueiras abertas, enfatizando a importância de usar os recursos hídricos de forma inteligente.

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Copasa Garante Normalidade, Mas Admite Impacto do Calor

Em nota, a Copasa declarou que os níveis atuais dos reservatórios estão “dentro da normalidade” para esta época do ano. A companhia explica que a oscilação entre períodos de seca e chuva é um ciclo operacional esperado. Contudo, a estatal reconhece que condições climáticas extremas, como as altas temperaturas registradas recentemente, podem elevar o consumo e gerar instabilidades no abastecimento.

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“Graças ao volume atual armazenado e ao consumo consciente da população, a Copasa assegura a continuidade do abastecimento, sem riscos imediatos de desabastecimento”, garantiu a companhia, que também ressaltou que a manutenção em redes hídricas pode causar intermitências pontuais.

Moradores de Contagem Enfrentam Dias Sem Água

Enquanto a gestão dos grandes reservatórios é monitorada, a realidade de alguns bairros da RMBH é de desabastecimento. Em Contagem, moradores do Bairro Nova Contagem relataram enfrentar quase dez dias sem água. Lucianne Rafaella, residente no bairro, descreve a dificuldade de manter a rotina familiar, especialmente com crianças pequenas e o calor intenso.

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“Nós ficamos de mãos atadas. Tem dias que, durante a madrugada, a água chega bem pouco na torneira que vem da rua, mas não tem força suficiente para subir para a caixa d’água”, relata Lucianne, que, como muitos vizinhos, precisou comprar água para suprir as necessidades básicas.

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A Copasa informou que a interrupção no abastecimento em Contagem e em alguns bairros de Esmeraldas ocorreu devido a uma manutenção emergencial em um registro na rede hídrica. A companhia atribuiu parte da demora na normalização ao calor intenso, mas previu a regularização do fornecimento para o decorrer do dia 29 de dezembro.

Apesar de os índices gerais não apontarem para uma crise hídrica iminente, a situação reforça a necessidade de um planejamento a longo prazo e da conscientização da população sobre o uso responsável da água, especialmente em uma metrópole como Belo Horizonte, que depende de sistemas complexos para seu abastecimento.

Fonte: Estado de Minas

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