A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira o lançamento de dois mísseis de cruzeiro de longo alcance ao mar Amarelo, em um exercício supervisionado pelo líder Kim Jong-Un. A manobra, descrita pela agência estatal KCNA como uma demonstração de “capacidade de combate” e de “postura de resposta contraofensiva”, ocorre em um cenário de crescentes tensões na península coreana e na Ásia.
Reforço do arsenal nuclear em foco
Kim Jong-Un, segundo a KCNA, defendeu o desenvolvimento “ilimitado e sustentado” das forças nucleares do país, reforçando a estratégia de dissuasão norte-coreana. Este teste marca a primeira demonstração de mísseis de cruzeiro desde o início de novembro, evidenciando a continuidade dos investimentos em seu programa de armamento.
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Os mísseis, que teriam voado por mais de duas horas, atingiram seus alvos, de acordo com imagens divulgadas pela mídia estatal. As Forças Armadas da Coreia do Sul confirmaram a detecção de múltiplos lançamentos na região de Sunan, próxima à capital Pyongyang.
Contexto de escalada e contraponto a movimentos estratégicos
O último teste com mísseis balísticos pela Coreia do Norte ocorreu no início de novembro, pouco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter expressado interesse em um encontro com Kim Jong-Un durante sua visita à Ásia, uma oferta que Pyongyang não respondeu.
A demonstração de força segue a recente condenação norte-coreana à chegada de um submarino nuclear americano ao porto sul-coreano de Busan. Analistas interpretam o lançamento como uma tentativa de contrabalançar a presença militar de potências rivais na região.
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Capacidade de alcance e implicações regionais
Mísseis de cruzeiro como os testados, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros, são capazes de atingir alvos em toda a península coreana e também bases militares americanas localizadas no Japão. Essa capacidade amplifica o poder de dissuasão de Pyongyang e adiciona complexidade ao cenário de segurança internacional.
A persistência dos testes e o discurso de fortalecimento militar norte-coreano continuam a ser um ponto focal para a diplomacia global, com organizações internacionais e países vizinhos monitorando atentamente cada movimento de Pyongyang.
Fonte: Agência Lusa de Notícias
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