O Governo de Minas Gerais deflagrou a Operação Dominus nesta terça-feira (23/12), uma ação de grande porte focada no combate ao crime organizado em Belo Horizonte e em unidades prisionais de todo o estado. A operação visa desarticular grupos criminosos locais e impedir o estabelecimento de grandes facções brasileiras em território mineiro.
Ocupação Estratégica e Combate à Violência
O vice-governador Mateus Simões, acompanhado de secretários e comandantes das forças de segurança, explicou que a operação tem como objetivo principal a ocupação de áreas consideradas estratégicas, com foco especial no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A meta é frustrar qualquer tentativa de domínio territorial por organizações criminosas.
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“Nós não vamos permitir que isso aconteça”, declarou Simões, referindo-se à expansão de facções que já atuam em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A presença ostensiva das forças policiais na Serra, segundo o vice-governador, será mantida até que haja certeza absoluta do enfraquecimento das tentativas de instalação criminosa.
Resultados Preliminares e Investigação de Homicídio
Até o momento, a Operação Dominus resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. Dez pessoas foram presas, incluindo duas por mandado, duas em flagrante por tráfico de drogas e seis pela Polícia Militar. Três menores também foram apreendidos.
A operação está conectada à investigação do homicídio de Júlio César Ferreira Peixoto, conhecido como “Grande”, ocorrido em 20 de dezembro. A vítima, que já era investigada por tráfico, pode ter sido morta em disputa entre facções. Uma carta encontrada no veículo da vítima está sob análise pericial.
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Forças de Segurança em Ação
A Polícia Civil mobilizou 120 agentes e 25 viaturas, com apoio aéreo de duas aeronaves. Já a Polícia Militar empregou 220 policiais e cerca de 40 viaturas, com participação de comandos especializados. Foram apreendidas armas de fogo, grande quantidade de drogas como cocaína e maconha, além de rádios comunicadores e dinheiro.
A Polícia Militar também recuperou veículos e removeu outros por infrações de trânsito. A ação integrada demonstra a força conjunta das polícias mineiras.
Inteligência Penitenciária e Controle nas Prisões
Paralelamente, a inteligência penitenciária identificou grupos locais com potencial de cooptação por grandes facções. A Polícia Penal realizou buscas em 23 presídios e penitenciárias em todas as 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) do estado, mobilizando 1.980 agentes e 19 drones. Mais de 17 mil detentos estão sob custódia nessas unidades.
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Foram apreendidos celulares, drogas, incluindo maconha, cocaína, K4 e merla, além de smartwatches. O secretário Rogério Greco ressaltou que o nome da operação, Dominus (Senhor, em latim), simboliza a afirmação do Estado como detentor do domínio territorial, tanto dentro quanto fora do sistema prisional.
As transferências estratégicas de presos foram realizadas para enfraquecer estruturas criminosas dentro das unidades prisionais. A operação abrangeu unidades importantes como o Complexo Penitenciário Nelson Hungria (CPNH) e o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, além de presídios em Juiz de Fora, Montes Claros, Governador Valadares e outras cidades mineiras.
Fonte: G1
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