Ângela Carrato: Globo acusa STF e reproduz "roteiro da farsa da Lava Jato" em nova operação

Ângela Carrato: Globo acusa STF e reproduz “roteiro da farsa da Lava Jato” em nova operação

A jornalista e professora Ângela Carrato critica o que considera uma repetição do “roteiro da farsa da Lava Jato” por parte do Grupo Globo, em especial através de uma reportagem de Malu Gaspar. Segundo Carrato, a matéria publicada por Gaspar visava levantar dúvidas sobre a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes no caso […]

Resumo

A jornalista e professora Ângela Carrato critica o que considera uma repetição do “roteiro da farsa da Lava Jato” por parte do Grupo Globo, em especial através de uma reportagem de Malu Gaspar. Segundo Carrato, a matéria publicada por Gaspar visava levantar dúvidas sobre a atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes no caso do banco Master, fornecendo munição para setores da oposição.

Carrato traça um paralelo entre a cobertura atual e as notícias que antecederam a Operação Lava Jato em 2014, que ela aponta ter tido como alvo final o ex-presidente Lula. A jornalista destaca o que chama de “lavajatismo militante” de Gaspar, citando seu livro sobre a Odebrecht.

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O Legado da Lava Jato e o Papel do Congresso e STF

A autora argumenta que o sucesso da Lava Jato foi viabilizado pelo apoio do Congresso ao impeachment de Dilma Rousseff, que ela classifica como golpe, e pela atuação do STF. A aliança entre o Legislativo e o Judiciário, segundo Carrato, permitiu os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Essa aliança teria começado a ruir com a decisão do STF de colocar Sergio Moro sob suspeição e anular condenações de Lula, evidenciando os “desmandos” do então juiz.

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A Eleição de 2022 e a Tentativa de Golpe

A vitória de Lula em 2022, segundo Carrato, surpreendeu a “classe dominante”, militares e o mercado financeiro. A tentativa de golpe após a posse de Lula é vista não como frustração de Bolsonaro, mas como parte de um roteiro da extrema-direita para manter o Brasil submisso a interesses internacionais.

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Com a proximidade das eleições de 2026 e a provável candidatura de Lula, Carrato sugere que o Grupo Globo volta a assumir um papel de “principal partido de oposição”, atuando de forma não caracterizada.

Críticas à Mídia Corporativa e o Combate à Corrupção

A jornalista baseia sua análise nos estudos de Antonio Gramsci sobre o comportamento da mídia. Ela critica a “mídia corporativa brasileira” por atuar “sem qualquer constrangimento” e seu papel “nefasto para a democracia”, apesar da bibliografia existente sobre o assunto.

Carrato aponta que a família Marinho, proprietária do Grupo Globo, mantém sua posição “inimiga de governos progressistas”. No entanto, ela ressalta que a realidade brasileira mudou, com a aliança entre Congresso e STF enfraquecida.

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O STF, em sua visão, tem atuado como “guardião da democracia”, somando-se ao governo Lula na defesa democrática. Um ponto de convergência que desagrada à mídia, segundo Carrato, é o combate à corrupção no “andar de cima”, envolvendo “poderosas fintechs” e o banco Master.

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Operações da PF e a Atuação da Mídia

Carrato observa que operações da Polícia Federal contra figuras poderosas desaparecem rapidamente da mídia. Ela cita as operações Carbono Oculto e Valor Total, que expuseram ligações de parlamentares e governadores oposicionistas, e o caso do deputado Sósthenes Cavalcanti, encontrado com grande quantia em dinheiro.

A jornalista questiona por que o caso de Alexandre de Moraes, que autoriza ações da PF, e Flávio Dino, que lida com emendas parlamentares, são abordados de forma distinta pela mídia, especialmente quando “golpistas são também suspeitos de corrupção”.

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O Caso Master e a Esposa de Moraes

O ponto central da crítica de Carrato é a reportagem de Malu Gaspar sobre o ministro Alexandre de Moraes e o banco Master. Ela questiona a falta de citação de fontes nomeadas na matéria, considerando a prática “irresponsável” e prejudicial ao jornalismo.

Carrato defende que, legalmente, não há problema na esposa de um ministro advogar para um banco. Contudo, ela admite que eticamente podem existir questionamentos, assim como ocorre com outros integrantes do STF e suas famílias.

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A autora critica a “celeuma” em torno do caso Master, questionando por que Moraes é o único sob suspeita de tráfico de influência, quando diversos outros políticos e ministros conversaram com o presidente do Banco Central sobre o banco.

Metodologia e Objetivos da Globo

A jornalista reitera que a metodologia do Grupo Globo agora é a mesma da Lava Jato: um colunista levanta um assunto, seguido por outros veículos do grupo, sinalizando uma estratégia coordenada.

Ela acusa o UOL de “manipulação da memória” ao ligar o caso Master à Odebrecht e à Lava Jato, reforçando o papel “salvador” da mídia. Carrato também critica o fato de o Grupo Globo não ter informado publicamente que Sergio Moro e Deltan Dallagnol, antes aclamados, seriam “bandidos”.

A autora conclui que a campanha eleitoral de 2026 já começou e a mídia corporativa buscará enfraquecer o governo Lula e o STF por enfrentarem os interesses do “andar de cima”. A intenção de criar uma CPI contra Moraes e o banco Master, anunciada pelo senador Alessandro Vieira, é vista como mais uma tentativa de impeachment contra um ministro do STF.

Fonte: Viomundo

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