O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou nesta terça-feira (2) uma nova e volumosa remessa de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, totalizando mais de 8 mil páginas. A divulgação, que inclui centenas de vídeos e áudios, atende a uma exigência legal recente que determinou a publicação de todo o material sob posse do órgão sobre o financista e criminoso sexual, falecido em 2019.
A medida faz parte de uma lei de transparência aprovada em novembro, que estabeleceu um prazo para que o Departamento de Justiça tornasse públicos os arquivos pertinentes às investigações federais sobre Epstein. A liberação, no entanto, ocorreu de forma escalonada, culminando no limite do prazo legal.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Material já existente e trechos ocultos
Segundo as autoridades, todos os documentos publicados são provenientes de duas investigações criminais federais distintas que envolveram Epstein. Não se trata, portanto, de novas provas ou informações recém-coletadas, mas sim de materiais já existentes que agora se tornam acessíveis ao público. Essa distinção é importante para evitar confusão com outras dezenas de milhares de páginas já divulgadas anteriormente.
Apesar da quantidade expressiva de novos arquivos, muitos deles apresentam extensas censuras. Trechos e páginas inteiras foram ocultados com tarjas pretas, dificultando a compreensão integral do conteúdo original. Essa prática gerou críticas e questionamentos sobre o nível de transparência efetivamente alcançado.
Fotos controversas e repercussão política
A divulgação incluiu, em um primeiro momento, 68 fotografias obtidas por intimação judicial. Recentemente, pelo menos 16 dessas imagens, incluindo uma do ex-presidente Donald Trump, foram temporariamente removidas do portal de documentos. O Departamento de Justiça justificou a retirada como uma medida de precaução, para análise sobre a potencial exposição de vítimas. No entanto, após revisão, confirmou-se que as fotos não retratavam vítimas e foram republicadas sem edições.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A remoção temporária de uma foto de Trump, que o mostrava ao lado de Epstein, Melania Trump e Ghislaine Maxwell (associada de Epstein), gerou reações políticas. Deputados democratas questionaram a transparência do processo, indagando se mais informações estavam sendo acobertadas.