O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), voltou a criticar publicamente o Centrão, bloco de partidos com forte influência no Congresso Nacional. A declaração ocorreu durante manifestação no Rio de Janeiro, no último domingo (14), em protesto contra o PL da Dosimetria.
Farias defendeu que o Partido dos Trabalhadores reforce sua identidade política e evite associações consideradas fisiológicas com legendas do bloco, majoritariamente de direita.
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Ele ressaltou que o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não integra o Centrão e não deve ser confundido com ele. Como exemplo, citou o Republicanos, legenda do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Segundo o parlamentar, houve uma mudança de postura política do governo após o Congresso derrubar o decreto do IOF. Ele avalia que essa inflexão tem gerado resultados positivos na disputa política junto à sociedade.
“Há seis meses atrás, eram eles que estavam nas ruas. Agora somos nós. E isso é por uma decisão política. A mobilização de vocês e também do presidente Lula, desde o caso do IOF, mudou a nossa postura. Nós não somos Centrão, não podemos nos misturar com o Centrão. E toda vez que há alianças do Centrão com o bolsonarismo, nós estamos ganhando a disputa na sociedade. Foi assim na PEC da Blindagem e vai ser assim nesse caso da Dosimetria”, declarou Lindbergh Farias.
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O discurso do líder petista acontece em meio a um embate político declarado entre ele e o presidente da Câmara, Arthur Lira. Lindbergh Farias, inclusive, ingressou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da Câmara de não cassar o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A iniciativa de Farias levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar que a Mesa Diretora da Câmara efetivasse a cassação do mandato da parlamentar, que foi presa na Itália e condenada no Brasil.
A defesa da identidade do PT e a crítica ao Centrão por parte de Lindbergh Farias ganham contornos de estratégia política, buscando um reposicionamento do partido em um cenário de forte polarização e de articulações no Congresso Nacional. A sinalização é de que o PT busca se distanciar de acordos que possam comprometer sua imagem perante o eleitorado.
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Fonte: 247