O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou enfaticamente que seu país não cederá território à Rússia, mesmo diante da pressão contínua por um acordo de paz que encerre a guerra. A declaração surge em um momento crucial, com negociações em andamento e um plano de paz proposto pelos Estados Unidos em discussão.
Posição Inegociável da Ucrânia
“Definitivamente, não queremos abrir mão de nada. É por isso que estamos lutando”, declarou Zelensky, sublinhando que tal ato violaria as leis ucranianas, a Constituição, o direito internacional e princípios morais fundamentais. A Rússia, por outro lado, tem insistido que concessões territoriais são um pré-requisito para qualquer acordo que ponha fim à invasão iniciada em fevereiro de 2022.
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Um plano inicial de paz, associado ao ex-presidente dos EUA Donald Trump, teria incluído algumas dessas concessões. No entanto, Trump acusou recentemente Zelensky de não ter analisado a versão mais recente da proposta. O líder ucraniano indicou que o plano original de 28 pontos, criticado por favorecer a Rússia, foi reduzido para 20 pontos, com a remoção de cláusulas consideradas “anti-ucranianas”.
Progresso nas Negociações e Busca por Apoio Internacional
Em declarações feitas durante um voo para Bruxelas, após encontros estratégicos em Londres com líderes do Reino Unido, França e Alemanha, Zelensky afirmou que as negociações de paz apresentaram um “progresso ligeiro”. Ele anunciou que as propostas de paz estavam sendo finalizadas e seriam enviadas aos Estados Unidos na terça-feira, 9 de maio. “Creio que o plano estará pronto amanhã. À noite, iremos discuti-lo novamente e enviá-lo aos Estados Unidos”, disse o presidente.
Zelensky reconheceu que os Estados Unidos estão ativamente “buscando um acordo”. As reuniões em Londres com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz foram focadas em “questões sensíveis”, incluindo garantias de segurança para a Ucrânia e a soberania sobre suas regiões orientais, particularmente Donetsk, um ponto central de discórdia no conflito.
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Unidade Ocidental como Pilar Fundamental
O líder ucraniano enfatizou a urgência de uma demonstração de “unidade” entre europeus e americanos na resistência à agressão russa e na busca por uma resolução rápida para o conflito. Ele ressaltou a interdependência na tomada de decisões cruciais: “Há algumas coisas que não podemos administrar sem os americanos, coisas que não podemos administrar sem a Europa, e é por isso que precisamos tomar algumas decisões importantes”.
A declaração do chanceler alemão Merz, que reafirmou o apoio inabalável à Ucrânia, ecoou essa necessidade de coesão: “Continuamos e permanecemos firmemente ao lado da Ucrânia… porque todos sabemos que o destino deste país é o destino da Europa.” A posição da Ucrânia, apoiada por aliados ocidentais, permanece firme contra a perda de soberania territorial, um obstáculo significativo para a paz duradoura na região.
Fonte: CNN
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