José Dirceu convoca ato contra feminicídio em Brasília e critica Tarcísio por falta de policiamento em SP

José Dirceu convoca ato contra feminicídio em Brasília e critica Tarcísio por falta de policiamento em SP

O ex-ministro José Dirceu (PT) anunciou a convocação para um ato em defesa das mulheres e contra o feminicídio, a ser realizado em Brasília no domingo, 7 de dezembro de 2025, às 10h, na Torre de TV. A mobilização faz parte de uma série de protestos organizados pelo movimento Levante Mulheres Vivas em diversas capitais […]

Resumo

O ex-ministro José Dirceu (PT) anunciou a convocação para um ato em defesa das mulheres e contra o feminicídio, a ser realizado em Brasília no domingo, 7 de dezembro de 2025, às 10h, na Torre de TV. A mobilização faz parte de uma série de protestos organizados pelo movimento Levante Mulheres Vivas em diversas capitais brasileiras.

Críticas ao Governador de São Paulo

Em publicação nas redes sociais na sexta-feira (5.dez), Dirceu direcionou críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O petista alegou que a Polícia Militar do estado se recusou inicialmente a garantir a segurança do ato em São Paulo, marcado para o mesmo domingo às 14h na Avenida Paulista. Dirceu responsabilizou diretamente Tarcísio pela conduta.

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“Mesmo diante da falta de sinalização do governo Tarcísio sobre garantir proteção adequada às manifestações, seguimos firmes e indo à luta. É a nossa presença na rua que irá enfrentar esse bolsonarismo”, declarou José Dirceu em sua postagem.

Em um vídeo complementar, o ex-ministro reforçou suas acusações, afirmando que o governador paulista “reafirma o machismo próprio do bolsonarismo e o desrespeito à mulher brasileira”. Dirceu concluiu que “Tarcísio de Freitas e o bolsonarismo não estão ao lado da mulher brasileira”.

Reconsideração da PM e Contexto Político

A organização do ato, Levante Mulheres Vivas, informou que a negativa inicial da Polícia Militar paulista em fornecer policiamento se deu pela coincidência do evento com uma manifestação bolsonarista em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que ocorreria no mesmo local e horário. A situação gerou preocupação quanto à segurança dos manifestantes contra o feminicídio.

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No entanto, neste sábado (6.dez), o movimento anunciou que a Polícia Militar reconsiderou sua decisão. Após uma reunião com as coordenadoras do Levante Mulheres Vivas, foi acordado que a segurança do ato na Avenida Paulista será garantida pelas forças policiais estaduais.

Movimento Social e Confronto Ideológico

O ato em defesa das mulheres e contra o feminicídio insere-se em um contexto de crescente mobilização social em torno da violência de gênero no Brasil. A organização Levante Mulheres Vivas tem buscado dar visibilidade a essa pauta, promovendo eventos e debates em diversas cidades.

A declaração de José Dirceu e a polêmica inicial com a segurança do evento em São Paulo evidenciam o embate político em curso, com o PT e seus aliados utilizando a pauta feminista para criticar o governo de Tarcísio de Freitas e associá-lo a posições conservadoras e alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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