Fogo na Câmara: Vereador bolsonarista critica "infantilidade" de colega em votação tensa sobre mototáxi

Fogo na Câmara: Vereador bolsonarista critica “infantilidade” de colega em votação tensa sobre mototáxi

A Câmara Municipal de São Paulo foi palco de um embate político na última votação do projeto que regulamenta o serviço de mototáxi na cidade. O vereador Lucas Pavanato (PL) se tornou alvo de críticas contundentes de Gilberto Nascimento (PL), vice-líder do governo na casa. Obstrução e Acusações de “Infantilidade” Nascimento acusou Pavanato de “infantilidade” […]

Resumo

A Câmara Municipal de São Paulo foi palco de um embate político na última votação do projeto que regulamenta o serviço de mototáxi na cidade. O vereador Lucas Pavanato (PL) se tornou alvo de críticas contundentes de Gilberto Nascimento (PL), vice-líder do governo na casa.

Obstrução e Acusações de “Infantilidade”

Nascimento acusou Pavanato de “infantilidade” e “palhaçada” pela obstrução regimental que prolongou os trabalhos legislativos até perto da meia-noite. Pavanato utilizou manobras regimentares para atrasar a votação, em oposição ao texto proposto pela Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica.

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“Quando um vereador vem aqui e explicita que fez o que fez, e ainda tirou um barato de todo mundo dizendo: ‘Segurei com essa assessoria todo mundo desde as 3 horas da tarde. Desculpa, está de brincadeira, infantilidade’”, declarou Nascimento em plenário, demonstrando sua insatisfação com a atitude de Pavanato.

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Divergências sobre o Projeto de Mototáxi

Lucas Pavanato se posicionou contra o projeto de regulamentação dos mototáxis, defendendo maior flexibilidade para a atividade. A proposta, no entanto, foi aprovada em primeiro turno por 29 votos a nove, com 17 abstenções. Pavanato foi o único a rejeitar um acordo para a retirada de emendas em troca da inclusão no substitutivo do segundo turno.

“Esquece, amigão, você está provocando”, disse o líder do PL a Pavanato. Em sua defesa, Pavanato afirmou que sua atuação era em oposição ao projeto da prefeitura e não aos colegas vereadores.

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Restrições e Reações do Setor

O texto aprovado estabelece diversas restrições para os mototáxis, como a proibição de circulação em corredores de ônibus, vias de trânsito rápido, áreas de rodízio e zonas de restrição de circulação de caminhões. O Executivo definirá os pontos de embarque e desembarque, e a circulação será proibida em condições climáticas adversas.

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A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa aplicativos como Uber e 99, considerou o projeto inconstitucional. A entidade argumenta que as restrições inviabilizam a operação do serviço e criam exigências desproporcionais, como a necessidade de placa vermelha, equiparando indevidamente transporte por aplicativo ao mototáxi.

Contexto e Considerações Políticas

A divergência entre os vereadores do PL evidencia as tensões internas e as diferentes visões sobre políticas de mobilidade urbana. A aprovação do projeto, apesar das resistências, representa uma vitória para o Executivo municipal, que busca estabelecer regras claras para o serviço de mototáxi na capital paulista.

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Em declaração posterior, Gilberto Nascimento minimizou o atrito, afirmando ter “grande consideração pelo vereador Pavanato” e que, apesar das divergências pontuais, caminham juntos em outras pautas. A repercussão do caso pode influenciar futuras negociações e alianças dentro da Câmara Municipal.

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