Uma restauração de esculturas religiosas no Monumento do Calvário de Jesus, em Carmo do Cajuru, região centro-oeste de Minas Gerais, causou alvoroço nas redes sociais e entre os moradores locais. As imagens, que passaram por uma intervenção recente, surgiram com sobrancelhas, cílios e lábios pintados, alterando significativamente as feições das estátuas.
Repercussão negativa nas redes sociais
O resultado da obra dividiu opiniões, gerando uma onda de comentários negativos. Internautas descreveram a intervenção como “feiura” e “arte abstrata”, enquanto outros expressaram indignação. “Ficou bão não”, escreveu uma moradora, refletindo o sentimento de muitos. Houve quem apontasse o erro na pintura dos olhos de Jesus, chamando atenção para a qualidade da execução.
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Prefeitura e Igreja se distanciam da intervenção
Diante da repercussão, a prefeitura de Carmo do Cajuru informou que não contratou nem autorizou o serviço de restauração. A administração municipal declarou que a intervenção não é de sua responsabilidade, buscando se desvincular do resultado criticado.
Conselho Paroquial admite falha e garante correção
O Conselho Paroquial Nossa Senhora Aparecida, entidade responsável pela restauração, admitiu que o resultado das pinturas nos rostos das estátuas não foi o esperado. A organização informou que as pinturas já foram removidas e que um profissional especializado será contratado para realizar um novo restauro.
A Igreja Nossa Senhora do Carmo também se manifestou, confirmando que a pintura foi feita de forma equivocada. A instituição assegurou que os demais serviços de revitalização do monumento, que é um ponto de fé e turismo religioso na região, serão executados posteriormente, com o devido cuidado e técnica.
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Carmo do Cajuru, localizada a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, é um município que, como tantas outras cidades mineiras, valoriza seu patrimônio histórico e religioso. Situações como essa reforçam a importância da conservação adequada de bens culturais e da consulta a especialistas para intervenções em obras de arte sacra.
Fonte: Estado de Minas