Uma operação da Polícia Militar em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na prisão de um comerciante de 37 anos suspeito de vender linha chilena. A apreensão ocorreu apenas oito dias após a morte do pequeno Ravi Oliveira Dias, de 1 ano e 9 meses, que teve o pescoço cortado por esse mesmo tipo de material.
Cerca de 100 rolos de linha chilena foram encontrados e recolhidos em uma loja de pipas no bairro Parque São João. A ação policial foi motivada por uma denúncia anônima que informava sobre a comercialização do produto proibido no estabelecimento.
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Proibição e Riscos da Linha Chilena
A linha chilena é reconhecidamente mais cortante que o cerol e sua venda, fabricação e armazenamento são estritamente proibidos em todo o estado de Minas Gerais. O material representa um perigo iminente para motociclistas, ciclistas e pedestres, sendo responsável por diversos acidentes graves ao longo dos anos.
A gravidade do risco foi evidenciada tragicamente com o caso de Ravi. O menino brincava em frente à sua residência no bairro Arvoredo II quando uma motocicleta se enroscou na linha chilena. A força do movimento esticou o fio, que atingiu o pescoço da criança, causando um corte profundo.
Apesar de ter sido levado rapidamente a uma unidade de saúde, Ravi não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 27 de maio. Na última sexta-feira (29), o jovem de 19 anos apontado como responsável pela linha chilena que vitimou o bebê obteve liberdade provisória. Ele terá que se apresentar periodicamente à Justiça e não poderá deixar Contagem sem autorização.
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Operação Ravi Intensifica Fiscalização
Em resposta à comoção gerada pela morte de Ravi, a Guarda Civil de Contagem lançou a “Operação Ravi contra uso de cerol e linha chilena”. A iniciativa, iniciada no último domingo, visa intensificar a fiscalização e o combate à comercialização e ao uso desses materiais perigosos na cidade.
Os resultados iniciais da operação já são expressivos. No primeiro dia, mais de 60 carretéis de cerol e linha chilena foram apreendidos. A expectativa é que as ações de fiscalização sejam realizadas todos os fins de semana.
Consequências Legais para Comerciantes
A comercialização de linhas cortantes, como a linha chilena, não apenas é proibida, mas também pode configurar crimes previstos na legislação brasileira. Os comerciantes flagrados vendendo esses materiais podem responder por crimes contra as relações de consumo, com penas que variam de dois a cinco anos de detenção ou multa.
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Dependendo das circunstâncias, a conduta também pode ser enquadrada como crime contra a saúde pública. Além das sanções criminais, os responsáveis podem sofrer multas administrativas, ter seus produtos apreendidos e até mesmo ter o alvará de funcionamento de seus estabelecimentos cassado.
O homem preso em flagrante em Contagem foi encaminhado à delegacia para as providências legais e a investigação do caso pela Polícia Civil.
Fonte: R7
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