PT de Minas Gerais discute candidatura própria ao governo em 2026 após recuo de Pacheco

PT de Minas Gerais discute candidatura própria ao governo em 2026 após recuo de Pacheco

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais deu um passo significativo em direção a uma disputa eleitoral mais independente em 2026. Em um encontro com a militância realizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado, 30 de maio, foi aprovada uma resolução que formaliza a abertura de […]

Resumo

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais deu um passo significativo em direção a uma disputa eleitoral mais independente em 2026. Em um encontro com a militância realizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado, 30 de maio, foi aprovada uma resolução que formaliza a abertura de debate interno para o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Estado.

Movimentação em Contagem

O evento, batizado de “Lula pelas Minas e pelos Gerais”, reuniu mais de 1.500 filiados no Sindicato dos Metalúrgicos. A presença de lideranças como o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a presidente estadual, deputada Leninha, e os deputados federais Rogério Correia e Bella Gonçalves, além de figuras como a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, sinalizou a importância estratégica da reunião para o futuro político do partido no estado.

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Desistência de Pacheco e busca por alternativas

A decisão do PT mineiro surge em um contexto de reconfiguração do cenário político estadual, especialmente após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) ter manifestado sua desistência em concorrer ao governo de Minas em 2026. Pacheco era visto como o nome preferencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar a chapa petista no estado, e sua saída abriu um vácuo que o partido busca preencher com nomes próprios ou aliados.

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Pontos centrais da resolução

A resolução aprovada em Contagem não define um nome específico para a disputa majoritária, mas instrui o Grupo de Trabalho Eleitoral a iniciar um amplo processo de consulta interna e construção da candidatura. Entre os pontos cruciais do documento, destaca-se a reafirmação de Marília Campos como pré-candidata ao Senado, buscando fortalecer a representação do partido na Câmara Alta. Além disso, o texto reforça o compromisso de ampliar as bancadas federal e estadual do PT em Minas Gerais, visando maior representatividade nas casas legislativas.

Críticas à indefinição e pressão interna

O documento divulgado pelo diretório estadual do PT mineiro expressa insatisfação com a demora na definição de nomes para liderar o projeto petista no estado, citando a saída de Pacheco como um dos motivadores para a busca por candidaturas próprias. “É inadmissível que, em pleno maio de 2026, ainda estejamos esperando por nomes externos ao partido para liderar nosso projeto de transformação no estado”, afirma a resolução, que alerta para o risco de enfraquecimento do campo democrático e fortalecimento dos adversários com a indefinição.

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Diálogos com outras siglas e nomes em pauta

Apesar da resolução que abre caminho para candidatura própria, os bastidores da política mineira indicam que o PT continua em conversações com nomes de outras legendas. Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, segue sendo uma hipótese, e Edinho Silva se reuniu com ele no mesmo dia do encontro em Contagem. Representantes do PSB também foram procurados, com nomes como Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares sendo cotados para possíveis alianças.

Cenário eleitoral em Minas

A presidente estadual do PT, deputada Leninha, demonstrou cautela quanto à candidatura própria ao governo, ponderando que o deslocamento de deputados federais importantes, como Reginaldo Lopes e Rogério Correia, para a disputa majoritária poderia impactar negativamente a bancada petista na Câmara dos Deputados. Enquanto isso, o campo da esquerda em Minas Gerais busca uma alternativa viável para enfrentar o pré-candidato do Republicanos, Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas para o governo do estado em diversos cenários.

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A resolução aprovada representa um movimento estratégico do PT mineiro para afirmar sua força e buscar protagonismo nas eleições de 2026, seja com um nome próprio ou através de negociações que garantam a consolidação de um projeto político alinhado aos seus interesses no estado.

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Fonte: G1

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