A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu um passo decisivo na tarde desta terça-feira (11) ao aprovar em primeiro turno o projeto de lei que autoriza a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A votação, que ocorreu após intensos debates entre os parlamentares, representa um marco significativo na trajetória da empresa, que atua em centenas de municípios mineiros, incluindo a capital Belo Horizonte e importantes cidades como Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora.
Caminho para a desestatização é aberto
O projeto, enviado pelo governo estadual, visa permitir a venda do controle acionário da Copasa, que atualmente é majoritariamente estatal. A aprovação em primeiro turno sinaliza que a maioria dos deputados estaduais concorda com a premissa da desestatização, argumentando que a iniciativa privada pode trazer investimentos e eficiência para a gestão dos serviços de água e esgoto em todo o território mineiro.
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Debates e divergências no parlamento
A discussão sobre a privatização da Copasa mobilizou diferentes setores e gerou divergências acentuadas dentro da ALMG. Parlamentares de oposição e representantes de entidades sindicais manifestaram preocupação com o impacto da medida para a população, especialmente para as camadas mais vulneráveis, e com a possibilidade de aumento de tarifas. Por outro lado, defensores da privatização apontam a necessidade de modernização e expansão da infraestrutura de saneamento, crucial para a saúde pública e o desenvolvimento sustentável de regiões como o Vale do Jequitinhonha e o Norte de Minas, historicamente carentes de investimentos.
Próximos passos e expectativas
Com a aprovação em primeiro turno, o projeto de lei segue agora para a segunda votação na Assembleia Legislativa. Caso seja aprovado novamente, o texto será encaminhado para sanção do governador. A expectativa é que o processo de desestatização, caso confirmado, traga novos ares para a gestão da Copasa, com potencial para atrair novos investimentos e aprimorar a qualidade dos serviços prestados aos mineiros. A transição, no entanto, promete ser acompanhada de perto pela sociedade civil e pelos órgãos de controle.