Lula se reúne com Arthur Lira e ministro do Trabalho para debater fim da escala 6x1

Lula se reúne com Arthur Lira e ministro do Trabalho para debater fim da escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma agenda importante nesta segunda-feira (25), reunindo-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Republicanos-PB), e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O principal tema a ser discutido é a proposta que visa reduzir a jornada de trabalho e extinguir a escala 6×1, um […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma agenda importante nesta segunda-feira (25), reunindo-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Republicanos-PB), e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O principal tema a ser discutido é a proposta que visa reduzir a jornada de trabalho e extinguir a escala 6×1, um modelo de trabalho que tem gerado debates no país.

Embora o horário exato do encontro ainda não tenha sido divulgado, a expectativa é que a reunião sirva para alinhar posições entre o Executivo e a cúpula do Legislativo. Lula tem defendido a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem a correspondente diminuição salarial. O governo busca construir uma frente unida sobre o assunto antes de iniciar negociações mais amplas com o Congresso Nacional e com representantes do setor produtivo.

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A urgência no debate ganhou força após declarações recentes do próprio presidente Lula. Na última sexta-feira (22), Lula criticou a lentidão no processo de discussão, afirmando que o tema não deveria se arrastar por mais de quatro anos. Em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), ele expressou insatisfação com a resistência de algumas empresas à proposta de redução da jornada.

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“Não dá para aceitar ficar 4 anos para fazer meia hora, uma hora. Aí é brincar de fazer redução”, declarou o presidente, sinalizando a disposição do governo em acelerar as discussões e avançar na matéria.

O que é a escala 6×1 e por que querem mudá-la?

A escala 6×1 é um modelo de organização de trabalho em que o empregado cumpre seis dias de trabalho consecutivos e folga em um único dia. A proposta em tramitação no Congresso busca não apenas reduzir a jornada semanal total, mas também abrir espaço para a adoção de outros formatos de organização laboral, que possam ser mais flexíveis e adequados às novas realidades do mercado de trabalho.

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Lula tem argumentado que as relações de trabalho precisam evoluir em consonância com as transformações tecnológicas. Segundo o presidente, enquanto as empresas têm ampliado seus lucros e eficiência com a modernização, os trabalhadores não têm sido beneficiados na mesma proporção, o que justificaria a necessidade de uma atualização nas leis trabalhistas.

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O Planalto considera a possibilidade de apoiar uma transição gradual para a redução da jornada. Essa abordagem levaria em conta prazos de adaptação para as empresas e buscaria mitigar a resistência esperada de alguns setores empresariais.

Relatório na Câmara aguarda definição

A apresentação do relatório final sobre a proposta de redução da jornada, que estava prevista para a última quarta-feira (20), foi adiada para esta segunda-feira (25). O relator do projeto na Câmara, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), decidiu postergar a entrega do documento.

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A expectativa é que o encontro entre Lula, Lira e Marinho ajude a definir o tom da articulação política em torno do tema. Integrantes do governo têm defendido a importância de evitar divergências públicas sobre o assunto antes da apresentação oficial do relatório, visando construir um caminho mais coeso no Congresso.

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Propostas de contrapartidas para empresas

Uma das alternativas que vêm sendo discutidas no Congresso para viabilizar a redução da jornada envolve a oferta de contrapartidas fiscais e flexibilizações trabalhistas. O objetivo é amenizar o impacto financeiro da mudança sobre as empresas.

Entre as medidas sugeridas estão a redução da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social para novos empregados contratados após a eventual implementação da jornada reduzida.

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Fonte: g1.globo.com

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