O senador Eduardo Girão (Novo-CE) declarou nesta segunda-feira (27.abr.2026) que votará contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu no Plenário do Senado, onde Girão expôs suas razões para a rejeição.
A vaga no STF foi aberta com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso. Girão argumenta que a atuação de Messias à frente da Advocacia-Geral da União (AGU) demonstra um forte alinhamento com o governo federal, o que, em sua visão, comprometeria a imparcialidade necessária para o exercício da função de ministro da mais alta Corte do país.
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“Não podemos ter mais um ministro do STF com ligações umbilicais a Lula e ao PT, que estão causando tanto mal à nação brasileira”, afirmou o senador. Ele defende que o STF precisa ser uma instituição “independente” para garantir o equilíbrio entre os Poderes.
Girão completou sua argumentação ressaltando a necessidade de um STF técnico e independente, algo que, segundo ele, não se aplicaria a Messias. “É por isso que o brasileiro de esquerda, de direita, de centro, contra governo, a favor de governo hoje clama: quer um STF técnico, independente. Não dá para você dizer isso do Messias, com todo respeito a quem pensa diferente. O meu voto é contra.”, declarou.
Críticas à atuação do STF e ao Senado
Além de criticar a indicação de Jorge Messias, o senador Eduardo Girão aproveitou para tecer duras críticas à atuação do próprio STF. Ele cobrou a análise de pedidos de impeachment contra ministros da Corte, sustentando que o Senado tem falhado em seu papel institucional de fiscalização e controle.
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Segundo Girão, a omissão do Senado em admitir processos de impeachment de integrantes do STF contribui para o que ele descreve como uma “degradação moral” protagonizada por membros da Corte. A declaração aponta para um embate entre o Poder Legislativo e o Judiciário.
Próximos passos da indicação de Messias
Jorge Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para preencher a vaga deixada por Barroso. Sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está agendada para a próxima quarta-feira (29.abr). Caso a indicação seja aprovada na CCJ, o nome de Messias seguirá imediatamente para votação em plenário.
A sabatina e a votação no Senado são etapas cruciais para a nomeação de um ministro ao STF, onde a aprovação exige maioria qualificada. A declaração de Girão sinaliza a dificuldade que a indicação de Messias poderá enfrentar na Casa Alta.
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Fonte: Agência Senado