O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou apoio à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, considerada uma tendência global impulsionada pelos avanços tecnológicos. Em declarações feitas durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin enfatizou a importância de um debate aprofundado no Congresso Nacional para encontrar soluções que respeitem as particularidades de cada setor produtivo.
Segundo o vice-presidente, a tecnologia moderna possibilita um aumento significativo na produtividade, permitindo que mais seja feito com menos pessoas. Essa realidade, na visão de Alckmin, justifica a busca por jornadas de trabalho menores, alinhando o Brasil às tendências internacionais.
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“É natural, no mundo inteiro, que haja uma tendência de ter jornada menor. Porque a tecnologia permite fazer muito mais com menos gente. Portanto, o debate está correto. A tendência é nós sairmos de uma escala 6×1”, afirmou Alckmin a jornalistas, ressalvando que “tem setores que têm uma especificidade”.
Caminhos no Congresso
Alckmin relembrou que alguns setores já operam com jornadas de 40 horas semanais e expressou confiança de que outros setores também poderão alcançar essa marca no futuro. Ele defendeu que o cronograma e os métodos para essa transição devem ser definidos através de um diálogo amplo com a sociedade.
Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados propostas de Emenda à Constituição (PECs) que visam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), já criou uma comissão especial para analisar as matérias, embora os nomes para a presidência e relatoria do colegiado ainda não tenham sido anunciados.
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Comissão Especial e Próximos Passos
A comissão especial analisará as propostas apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP). Ambas as PECs propõem o fim da escala 6×1 sem redução salarial, mas divergem quanto às alternativas para a jornada de trabalho no país.
A expectativa é que a comissão seja instalada e inicie seus trabalhos nesta semana, com o objetivo de votar o texto ainda em maio. O colegiado será composto por 38 membros titulares e igual número de suplentes, garantindo ampla representatividade.
Aprovação na CCJ
Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara já havia aprovado a admissibilidade das duas PECs. Nessa etapa inicial, os deputados se concentraram nos aspectos formais das propostas, sem aprofundar no mérito das questões, que será o foco da comissão especial.
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Fonte: G1