Quatro das principais centrais sindicais do Brasil enviaram, na sexta-feira (24.abr.2026), uma carta ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendendo a indicação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para relatar a comissão especial que discutirá a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1.
Na correspondência, os líderes sindicais argumentam que Paulinho da Força possui vasta experiência e domínio técnico sobre o tema. Ressaltam ainda que a trajetória do parlamentar demonstra notável capacidade de diálogo e articulação, facilitando a interlocução entre diferentes setores do Congresso Nacional, lideranças partidárias e representantes tanto do setor produtivo quanto do movimento sindical.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Paulinho da Força, que é metalúrgico e tem forte atuação sindical, é visto pelas centrais como um nome com trânsito e habilidade para conduzir as discussões sobre a jornada de trabalho.
Criação da Comissão Especial
Arthur Lira instituiu na mesma sexta-feira (24.abr) a comissão especial responsável por analisar a PEC que trata do fim da escala 6×1. A expectativa é que os trabalhos da comissão sejam iniciados ainda nesta semana.
A comissão será composta por 37 membros titulares e um número igual de suplentes, além de uma vaga adicional para titular e suplente, visando o rodízio entre bancadas não contempladas inicialmente. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira (22.abr).
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
PEC em Debate
A comissão especial analisará em conjunto duas PECs que versam sobre a redução da jornada semanal de trabalho. A PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a redução da jornada para 36 horas semanais, com implementação em 10 anos, e mantém a possibilidade de compensação de horários por acordo coletivo.
A PEC 8/2025, apensada à primeira, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), estabelece uma jornada de até 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho e três de descanso, extinguindo a escala 6×1, mas preservando a possibilidade de ajustes por negociação coletiva.
O texto unificado para a comissão especial será baseado na proposta de Reginaldo Lopes. O relator, ainda a ser definido, terá até 40 sessões de plenário para apresentar seu parecer final.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Posicionamento de Paulinho da Força
Procurado pela reportagem na sexta-feira (25.abr), Paulinho da Força afirmou que ainda não havia recebido nenhum convite para atuar como relator da proposta. Por essa razão, o deputado declarou que não poderia comentar o assunto no momento.
A atuação de Paulinho da Força na relatoria seria um movimento estratégico para garantir que a voz do movimento sindical tenha forte representação nas discussões que podem impactar milhões de trabalhadores em todo o país. A definição do relator é um passo crucial para o andamento da PEC na Câmara.
Fonte: Poder360
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO