O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou nesta quarta-feira (22.abr.2026) a decisão do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de retirar as credenciais de um agente norte-americano no Brasil. A ação é uma retaliação à expulsão do delegado da PF, Marcelo Ivo Carvalho, dos Estados Unidos.
“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco a gente vai fazer com eles esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltem à normalidade”, declarou Lula em um vídeo divulgado nas redes sociais.
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A expulsão do delegado brasileiro por parte do governo americano ocorreu sob a justificativa de que ele teria praticado “perseguição política” e tentado “manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de imigração”.
O caso envolve o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL), que foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As condenações referem-se a crimes cometidos durante sua gestão como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), incluindo tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Ramagem estava foragido do país quando foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em 13 de abril de 2026. Ele foi liberado dois dias depois.
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Papel do delegado da PF no exterior
Marcelo Ivo Carvalho atuava como oficial de ligação da PF em Miami desde 2023. Sua função principal era a cooperação internacional na área de segurança, trabalhando em conjunto com o Departamento de Segurança Interna americano em temas como imigração e combate ao terrorismo.
A missão do delegado em Miami estava inicialmente prevista para dois anos, com possibilidade de prorrogação. Em março de 2025, sua permanência foi estendida até agosto de 2026.
Posicionamento do governo
A decisão de retirar as credenciais do agente americano partiu da própria Polícia Federal, segundo informou a corporação ao Poder360, e não diretamente do governo federal. No entanto, a declaração de Lula demonstra apoio à medida.
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Na véspera, em 21 de abril, o presidente já havia sinalizado que o Brasil revidaria a ação dos Estados Unidos.
“Não tem conversa, ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil”, afirmou Lula na ocasião.
A reciprocidade na diplomacia e na cooperação internacional é um princípio que busca equilibrar as relações entre países, garantindo que ações tomadas por uma nação contra outra tenham uma resposta proporcional.
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