O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), marcou presença em uma manifestação realizada em Belo Horizonte, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
O ato teve como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Zema chegou ao local por volta das 11h, acompanhado do vice-governador Mateus Simões (PSD) e do secretário de Governo, Marcelo Aro (PP). O governador vestia uma camisa com a inscrição “Acorda, Brasil”, símbolo utilizado por Nikolas Ferreira em sua caminhada até Brasília.
Zema critica “farra dos intocáveis”
Em seu discurso no palanque, Zema destacou a importância do momento para o país e afirmou que Minas Gerais está cumprindo seu papel.
“Não vamos deixar a farra dos intocáveis continuar em Brasília”, declarou o governador, ressaltando que sua gestão em Minas demonstra ser possível governar com competência, ética e valores como família e fé.
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“É o que nós precisamos lá em Brasília. Tenho certeza que essa luta nossa é a luta dos brasileiros”, acrescentou.
Zema também manifestou repúdio e indignação com os acontecimentos recentes em Brasília e declarou que não se calará diante da situação.
“O Brasil está acordado. Estou indo com o deputado Domingos Sávio, com o Nikolas para São Paulo. Irei onde for necessário para que o Brasil acorde”, afirmou, referindo-se a um compromisso em São Paulo.
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“É uma missão nossa acabar com essa falta de vergonha que está acontecendo em Brasília”, concluiu.
Eleições em Minas Gerais sob análise do PL
Durante o ato em Belo Horizonte, deputados do PL indicaram que o partido ainda não definiu sua posição na disputa pelo governo de Minas Gerais.
O deputado Bruno Engler (PL) afirmou que a sigla aguardará uma decisão de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, que deverá orientar os apoios do partido a nível nacional e estadual.
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“Sou amigo do Cleitinho, foi meu amigo, mas eu sou um cara que sigo a direção do meu grupo político. A opção que Flávio Bolsonaro fizer, eu vou seguir”, disse Engler, indicando a influência de Bolsonaro nas decisões do PL.
Por outro lado, o deputado Eduardo Azevedo (PL), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), declarou que o PL estará com o senador.
“O apoio do PL ao Mateus Simões não é apoio concreto. O partido ainda não bateu martelo. Hoje, o presidente do Republicanos, já bateu o martelo e afirmou que o Cleitinho vai ser candidato ao governo de Minas. Ela vai apoiar e dar palanque para Flávio Bolsonaro em Minas. Esse ano precisamos vencer a esquerda e tirar o Lula do poder”, afirmou Azevedo.
A declaração de Azevedo sugere uma possível divisão dentro do PL em Minas ou uma estratégia para alinhar o apoio ao senador Cleitinho com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Fonte: g1.globo.com