O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), anunciou neste sábado (14/2) que vai determinar o rompimento de todos os contratos do governo estadual com o homem suspeito de cometer ofensas discriminatórias contra um cadeirante em Belo Horizonte. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira (12/2) e ganhou grande repercussão nas redes sociais.
O caso na Savassi
A situação teve início quando a chef de cozinha Juliana Duarte, de 60 anos, tentava acessar o restaurante onde trabalha, na Savassi, região Centro-Sul de BH, acompanhada de seu marido, que utiliza cadeira de rodas. Um carro estava estacionado irregularmente em uma vaga destinada a pessoas com deficiência.
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Ao abordar o motorista, proprietário do veículo, Juliana pediu a retirada do carro. Segundo o relato dela, o homem teria respondido de forma agressiva e preconceituosa. A chef detalhou que o desentendimento se agravou quando o homem, ao manobrar o carro, dirigiu-se ao marido dela com insultos.
“Tchau cadeirante! Espero que você ande muito por aí”, teria dito o suspeito, segundo Juliana. Momentos depois, ele retornou ao local, questionando se o marido da chef “já tinha voltado a andar”. Diante da gravidade das ofensas, Juliana Duarte compareceu à delegacia para registrar um boletim de ocorrência.
Suspeito ligado a projetos do Estado
Conforme relatado pela vítima, o homem envolvido no incidente seria professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e prestaria consultoria em projetos, inclusive para o governo estadual. Essa informação levou à rápida manifestação do vice-governador.
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Posicionamento do Governo de Minas
Em resposta à denúncia, Mateus Simões utilizou suas redes sociais para se posicionar. “Acabo de determinar que o Governo do Estado levante a presença desse senhor em qualquer projeto conduzido em favor do Estado, para providências imediatas de desligamento”, escreveu o vice-governador.
A ação visa coibir qualquer tipo de discriminação e garantir que os recursos públicos não sejam destinados a indivíduos que demonstrem atitudes preconceituosas. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, também manifestou solidariedade à família da vítima.
O episódio reacende o debate sobre acessibilidade e o respeito às pessoas com deficiência na capital mineira, onde incidentes de desrespeito e obstrução de espaços destinados a esse público ainda são recorrentes no cotidiano, especialmente em áreas de grande circulação como a Savassi.
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Fonte: O Tempo