Vice-governador de MG ameaça judicializar e ‘frear’ TJMG em disputa por escolas cívico-militares

Vice-governador de MG ameaça judicializar e ‘frear’ TJMG em disputa por escolas cívico-militares

O vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões (PSD), que assumirá o comando do estado em março com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência, entrou em rota de colisão com o Judiciário mineiro. Simões declarou que pode descumprir decisões judiciais consideradas excessivamente técnicas e que pretende impor limites de atuação ao Tribunal […]

Resumo

O vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões (PSD), que assumirá o comando do estado em março com a desincompatibilização de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência, entrou em rota de colisão com o Judiciário mineiro. Simões declarou que pode descumprir decisões judiciais consideradas excessivamente técnicas e que pretende impor limites de atuação ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Desafio ao Poder Judiciário e ao TCE

A polêmica teve início com a oposição de Simões a uma decisão técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre um projeto de escolas cívico-militares estaduais. O TCE apontou falta de previsão orçamentária e de planejamento para a execução do programa, parecer que foi referendado pelo TJMG. A decisão irritou o futuro governador.

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“Eu não admito interferência de Judiciário, de Tribunal de Contas, em decisões administrativas. Se querem ficar presos em tecnicalidade, para tentar impedir que a gente faça o sistema crescer, eles escolheram o adversário errado, porque advogado eu também sou”, declarou Simões, em tom desafiador.

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Promessa de Novos Modelos e Confronto Direto

O vice-governador foi além, prometendo criar cinco novos modelos para as escolas cívico-militares e antecipando que o Judiciário terá que se mobilizar novamente para barrar suas iniciativas. “Podem preparar para mandar me prender, porque eu vou abrir colégios cívico-militares assim que eu, no exercício como governador do estado de Minas, dentro de sessenta dias”, afirmou.

Simões também criticou a atuação do TJMG, fazendo uma comparação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu que os poderes se restrinjam às suas competências constitucionais e alertou para as consequências caso o Executivo se sinta cerceado. “Se eles tentarem atravessar a linha, vão ter que sofrer as consequências, porque nós não estamos submetidos ao Judiciário como muitas vezes parece. Eles têm limite, e alguém tem que começar a frear a atuação dos juízes neste país. Se, infelizmente, o STF não encontra limites em Brasília, em Minas Gerais o Tribunal de Justiça vai começar a conhecer limites“, disse.

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Estratégia Eleitoral e Cenário Político Mineiro

Analistas políticos veem a postura de Simões como uma estratégia para se aproximar do eleitorado alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A tentativa de construir uma aliança de direita em Minas Gerais tem enfrentado dificuldades. O PSD, partido de Simões, tem divergências internas sobre o apoio à candidatura presidencial de Zema. Além disso, a ascensão de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira no cenário nacional pode levar o PL a buscar um candidato ao governo mineiro que abra palanque para o senador.

A possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo estadual, com favoritismo nas pesquisas, também complica os planos de Simões, pois o Republicanos poderia atrair partidos de direita que o vice-governador almeja. Apesar da capilaridade do PSD nos municípios, Simões ainda é pouco conhecido pela população, com baixa pontuação nas pesquisas de intenção de voto.

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A visibilidade que ele ganhará ao assumir o governo em março era vista como uma aposta para impulsionar sua candidatura, mas o embate com o Judiciário pode tanto fortalecer sua imagem junto a um eleitorado específico quanto gerar instabilidade em sua base de apoio.

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Fonte: O Tempo

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