Vice de Trump acusa Venezuela de "roubar" petróleo e financiar narcoterrorismo após captura de Maduro

Vice de Trump acusa Venezuela de “roubar” petróleo e financiar narcoterrorismo após captura de Maduro

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu veementemente a recente operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em declarações que buscam justificar a ação, Vance acusou o governo de Maduro de “expropriar” petróleo que seria destinado aos EUA e de utilizar esses recursos para “enriquecer e financiar suas atividades narcoterroristas”. […]

Resumo

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu veementemente a recente operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em declarações que buscam justificar a ação, Vance acusou o governo de Maduro de “expropriar” petróleo que seria destinado aos EUA e de utilizar esses recursos para “enriquecer e financiar suas atividades narcoterroristas”.

A fala de Vance, um dia após a captura de Maduro em 3 de janeiro de 2026, reflete uma postura de confronto direto com o regime socialista da Venezuela. Ele argumentou que uma “potência” não pode permitir que seus bens sejam “roubados” por “comunistas” no hemisfério ocidental.

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“Compreendo a ansiedade em relação ao uso da força militar, mas será que devemos simplesmente permitir que comunistas roubem nossos bens em nosso hemisfério sem fazer nada? Grandes potências não agem assim”, declarou o vice-presidente.

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Vance também minimizou as críticas internacionais à operação militar, afirmando que elas ignoram a “expropriação” petrolífera venezuelana. Ele destacou que a Venezuela não seria apenas uma rota de fentanil, mas também a origem da cocaína, apontada como a “principal droga traficada” e fonte de lucro para cartéis na América Latina.

Operação militar e controvérsias

A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, foi anunciada pelo presidente Donald Trump em seu perfil na rede Truth Social no sábado, 3 de janeiro de 2026. A operação, ordenada por Trump na noite anterior, envolveu ataques aéreos a quatro alvos estratégicos na Venezuela, com 150 caças e bombardeiros descolando de diferentes bases para neutralizar os sistemas de defesa aérea do país.

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Tropas americanas foram transportadas por helicópteros militares até Caracas, capital venezuelana, para efetuar a prisão de Maduro. A missão, descrita como duradoura cerca de duas horas e 20 minutos, levanta questionamentos sobre a legalidade e a legitimidade da ação.

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A ausência de aprovação prévia do Conselho de Segurança da ONU para a operação militar gerou críticas. Trump, no entanto, considerou tal aprovação desnecessária. Adicionalmente, há dúvidas sobre o cumprimento das leis internas dos EUA, pois a operação deveria ter sido autorizada pelo Congresso, algo que, segundo o Secretário de Estado Marco Rubio, não foi possível devido à urgência.

As informações sobre vítimas civis e militares na operação ainda são incertas. Autoridades venezuelanas relataram mortes de civis, enquanto um oficial americano afirmou que não houve baixas entre as tropas dos EUA, sem comentar possíveis fatalidades do lado venezuelano.

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Transição de poder e declarações conflitantes

No mesmo dia da operação, Trump anunciou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração da Venezuela, aguardando a definição de uma transição política. Ele mencionou conversas com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que teria manifestado disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.

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Trump também descartou a possibilidade de a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, ter apoio político suficiente para governar o país.

Em pronunciamento transmitido ao vivo, Delcy Rodríguez contestou as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como uma violação da soberania venezuelana e reiterou que Nicolás Maduro permanece como o presidente legítimo.

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Rodríguez declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que pautada pelo direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, afirmou.

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