Vereadora de BH aciona Câmara Municipal com moção de repúdio contra Érika Hilton na Comissão de Mulheres em Brasília

Vereadora de BH aciona Câmara Municipal com moção de repúdio contra Érika Hilton na Comissão de Mulheres em Brasília

A vereadora por Belo Horizonte Flávia Borja (DC) protocolou nesta quinta-feira (12/03) um pedido de moção de repúdio na Câmara Municipal da capital. A iniciativa é direcionada à eleição da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados, em Brasília. A parlamentar da capital mineira argumenta […]

Resumo

A vereadora por Belo Horizonte Flávia Borja (DC) protocolou nesta quinta-feira (12/03) um pedido de moção de repúdio na Câmara Municipal da capital. A iniciativa é direcionada à eleição da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) como presidente da Comissão de Direitos das Mulheres na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A parlamentar da capital mineira argumenta que Érika Hilton, por ser uma mulher transgênero, não estaria apta a liderar discussões e propor políticas públicas voltadas para as mulheres. A justificativa apresentada por Flávia Borja, durante a sessão, gerou reações imediatas entre seus pares.

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“Essa pessoa, quando tiver 40 anos, tem que fazer exame de próstata, e não de colo de útero”, declarou Flávia Borja, em um trecho de sua argumentação para convencer os colegas a votarem a favor da moção. A declaração remete a diferenças biológicas entre mulheres cisgênero e mulheres trans, tema que divide opiniões no debate público.

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Defesa da Representatividade Trans

Em contrapartida à moção de repúdio, a vereadora Iza Lourença (PSOL), colega de partido de Érika Hilton, defendeu veementemente a deputada. Lourença criticou o foco da moção de Borja em um momento de alta incidência de violência contra mulheres em todo o país.

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“Enquanto temos feminicídios e manifestações de ódio contra mulheres todos os dias no país, a preocupação da vereadora é com a Érika Hilton. Mulheres trans existem e fazem mais do que muitas mulheres cisgênero”, rebateu Iza Lourença. Ela destacou ainda iniciativas de Érika Hilton, como a proposta para o fim da escala 6×1 em jornadas de trabalho, que impacta diretamente a vida de trabalhadores e trabalhadoras.

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Próximos Passos na Câmara Municipal

A eleição de Érika Hilton para a presidência da Comissão de Direitos das Mulheres ocorreu na quarta-feira (11/03). Ainda não há data definida para a votação da moção de repúdio na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Caso o texto seja aprovado pelos vereadores da capital, uma comunicação formal será enviada à Câmara dos Deputados, em Brasília, para informar a decisão tomada em Minas Gerais.

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A discussão traz à tona o debate sobre a amplitude do conceito de “mulher” dentro do movimento feminista e a importância da inclusão e representatividade de grupos minorizados nos espaços de poder e decisão política. A repercussão da moção na capital mineira pode influenciar o debate nacional sobre o tema, especialmente em um ano com diversas eleições municipais pelo Brasil.

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