A Praça da Liberdade, um dos cartões postais de Belo Horizonte, foi palco de uma celebração inusitada neste sábado (3/1). Venezolanos residentes na capital mineira se reuniram para comemorar a notícia da captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, por militares americanos.
O clima era de festa. Garrafas de champanhe foram abertas, fogos de artifício coloriram o céu e bandeiras da Venezuela tremularam em meio a gritos de “Cayó!” (Caiu!) e “Gracias, Trump!”. A cena remetia a uma virada de ano, com a comunidade expressando alívio e euforia.
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Um alívio para quem fugiu da crise
Jhoster Parada, de 34 anos, que deixou a Venezuela há sete anos em busca de uma vida melhor, compartilhou a emoção do momento. “São mais de 20 anos de ditadura”, desabafou. Ele relatou a falta de recursos básicos e o alto custo de vida no país sul-americano.
Professor de espanhol em Belo Horizonte, Jhoster acompanhou a madrugada com o coração apertado, recebendo notícias de ataques americanos na capital venezuelana e em estados vizinhos. “Minha família estava reunida online. Ouvimos helicópteros e explosões”, contou.
Ele defende uma reconfiguração total do governo venezuelano. “Tirar todos os ministros, os prefeitos, os governadores. Fazer uma limpeza”, avaliou.
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Esperança de um futuro democrático
Sharon Garrido, 36 anos, vive no Brasil há quase 15 anos e não conteve as lágrimas ao falar sobre a queda de Maduro. “A notícia de hoje é incrível. É uma mistura de sentimentos. Sinto alegria, choro, euforia”, declarou.
Sharon expressou o desejo por eleições transparentes e legítimas na Venezuela. Ela mencionou a possibilidade de os Estados Unidos administrarem o país até que uma transição pacífica ocorra, citando a necessidade de lidar com grupos armados e a esperança de que nomes como María Corina Machado e Edmundo González possam liderar um governo escolhido pelo povo.
Alegria de ver a Venezuela livre
Maria Gonzáles, que participou da celebração com os filhos na Praça da Liberdade, expressou sua crença de que “a Venezuela já está livre”. Ela chegou ao Brasil pelo estado de Roraima e se mudou para Minas Gerais.
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A notícia a pegou de madrugada, e a euforia tomou conta. “Senti uma emoção tão grande que nem sei descrever. Tenho família lá e aqui. Para nós, isso foi o melhor que pudemos receber para este ano”, celebrou.
Aos compatriotas que ainda estão na Venezuela, Sharon Garrido enviou uma mensagem de otimismo. “Mantenham a calma e comemorem muito, porque o que está acontecendo é incrível. Nós esperamos por mais de 27 anos. O nosso futuro será muito bom”, disse.
Fonte: O Tempo
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