O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sediou em Doral, na Flórida, a cúpula “Escudo das Américas” neste sábado (7). O evento reuniu doze líderes de direita da América Central, América do Sul e Caribe com o objetivo declarado de formalizar uma coalizão militar para combater o narcotráfico na região.
A ausência de figuras políticas importantes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Claudia Sheinbaum (México), Nicolás Maduro (Venezuela) e Gustavo Petro (Colômbia) marcou o encontro, sinalizando divergências ou focos distintos de política externa.
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A tradicional “foto de família” reuniu líderes como Javier Milei (Argentina), Nayib Bukele (El Salvador), Daniel Noboa (Equador) e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, entre outros.
Foco no Combate ao Narcotráfico
Em seu discurso, Trump enfatizou a ameaça representada pelos cartéis de drogas, citando-a como principal motivação para um envolvimento mais profundo dos EUA na América Latina. Ele relembrou a pressão exercida sobre a Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro em janeiro.
“É uma parte maravilhosa do mundo, mas para aproveitar todo esse enorme potencial, precisamos acabar com o domínio dos cartéis, das gangues criminosas e das organizações horríveis dirigidas, em alguns casos, por verdadeiros animais, e libertar de verdade o nosso povo”, declarou Trump.
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Segundo o ex-presidente, a meta da “Escudo das Américas” é “promover a liberdade, a segurança e a prosperidade” na região.
Nomeação e Contexto Internacional
Kristi Noem, ex-secretária do Departamento de Segurança Interna, foi designada por Trump como enviada especial para a iniciativa “Escudo das Américas”.
A cúpula ocorreu em um momento de intensa atividade diplomática de Trump, que se prepara para conversas com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim ao final do mês. A formação desta aliança regional demonstra uma estratégia voltada para a segurança e controle territorial.
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Declarações sobre Cuba
Durante o evento, Trump também comentou sobre a situação em Cuba, afirmando que o país está em seus “últimos momentos de vida” e prevendo uma “grande mudança” em breve.
Ele apontou a escassez de recursos, como dinheiro e combustível, e a ineficiência do regime como fatores determinantes para essa previsão.
O ex-presidente americano declarou ainda que representantes cubanos estariam em negociação com ele e com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscando um acordo. “Eles querem negociar e estão negociando com Marco (Rubio), comigo e com outros, e acredito que um acordo com Cuba seria facilmente fechado”, afirmou.
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Fonte: CNN Español