O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente sua “decepção” com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por este ainda não ter analisado uma recente proposta de acordo de paz para o conflito com a Rússia, endossada pelos EUA. As declarações foram feitas por Trump a repórteres no Kennedy Center, neste domingo.
Proposta americana em foco
Trump revelou que conversas foram mantidas tanto com o presidente russo, Vladimir Putin, quanto com líderes ucranianos, incluindo Zelensky. Segundo o ex-presidente, a Rússia estaria receptiva ao plano, com a intenção de incorporar toda a Ucrânia, e que Moscou estaria “bem” com a proposta.
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Contudo, Trump indicou incerteza quanto à aceitação por parte de Zelensky, apesar de acreditar que o povo ucraniano aprovaria o acordo. “Tenho que dizer que estou um pouco desapontado que o presidente Zelensky ainda não tenha lido a proposta — isso até algumas horas atrás”, declarou Trump.
Pontos de discórdia e negociações
As declarações de Trump ocorrem após uma rodada de negociações entre representantes dos EUA e da Ucrânia, realizada em Miami no fim de semana, que, segundo a CNN, obteve poucos avanços. Questões territoriais e garantias de segurança emergiram como os principais obstáculos na proposta de acordo de paz.
Contexto da Guerra na Ucrânia
A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão em larga escala pela Rússia, já causou milhares de mortes e deslocamentos em massa. Diversas tentativas de negociação foram realizadas, muitas mediadas por outros países e pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas até o momento, um cessar-fogo duradouro e um acordo de paz permanecem distantes.
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Posicionamento de Trump e eleições americanas
Trump, pré-candidato republicano à presidência dos EUA, tem frequentemente abordado a guerra na Ucrânia, prometendo resolver o conflito rapidamente caso eleito. Sua posição, por vezes vista como mais alinhada a uma solução que poderia satisfazer a Rússia, gera debates e preocupações entre aliados ocidentais, que defendem o apoio contínuo à Ucrânia e a integridade territorial do país.
A proposta de paz em questão, apoiada pelos EUA, busca um caminho para o fim das hostilidades, mas os detalhes e as concessões exigidas de ambos os lados continuam sendo um ponto crítico nas discussões diplomáticas.
Fonte: CNN
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