Trump declara guerra ao Irã 'praticamente concluída', mas alerta para 'derrota total' em meio a alta do petróleo

Trump declara guerra ao Irã ‘praticamente concluída’, mas alerta para ‘derrota total’ em meio a alta do petróleo

Sob a sombra de um mercado de petróleo volátil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações ambíguas sobre o desfecho do conflito com o Irã. Afirmando que a guerra está “praticamente concluída”, Trump evitou cravar uma data para o fim das operações, mas, em seguida, assegurou que os EUA buscarão a “derrota total” […]

Resumo

Sob a sombra de um mercado de petróleo volátil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações ambíguas sobre o desfecho do conflito com o Irã. Afirmando que a guerra está “praticamente concluída”, Trump evitou cravar uma data para o fim das operações, mas, em seguida, assegurou que os EUA buscarão a “derrota total” do inimigo. Ele indicou que os americanos estão “muito adiantados” em relação ao cronograma inicial de quatro a cinco semanas para encerrar a operação.

Pressão econômica e a resposta do G7

As primeiras declarações de Trump, concedidas à TV CBS News, ocorreram em um momento de alta tensão para a economia global, com a perspectiva de um conflito prolongado elevando o preço do barril de petróleo para quase US$ 120. Em resposta, o Grupo dos Sete (G7), que reúne as maiores economias capitalistas, convocou uma reunião de emergência para debater a liberação de parte de suas reservas estratégicas de petróleo. O objetivo é forçar uma queda nos preços.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

A Casa Branca também considerou a possibilidade de suspender sanções ao setor de petróleo russo, como retaliação à invasão da Ucrânia. A estratégia parece ter surtido efeito, ao menos temporariamente. No período da tarde, o preço do barril Brent, referência internacional, recuou para menos de US$ 90.

Leia também:  'Mate Todos': Investigação sobre Ataque a Barco no Caribe Aumenta Pressão sobre Governo Trump e Gera Dúvidas sobre Legalidade de Ações Militares

Vitória militar e incertezas futuras

Em seu resort em Doral, na Flórida, Trump dirigiu-se a parlamentares republicanos, descrevendo a operação como uma “breve incursão”. “Juntamente com nossos parceiros israelenses, estamos esmagando o inimigo em demonstração avassaladora de habilidade técnica e força militar”, declarou, afirmando que a capacidade de drones e mísseis do Irã foi “completamente destruída” e que sua marinha está “acabada”.

Contudo, o próprio presidente admitiu que a guerra “não vai acabar esta semana” e reconheceu a existência de “perguntas sem respostas” sobre a liderança em Teerã. Ele prometeu não desistir “até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado” e advertiu que os EUA intensificarão os ataques caso o Irã ameace a produção e o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico. “Já vencemos de muitas maneiras, mas não o suficiente”, disse, enfatizando a determinação em “alcançar a vitória final”.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Nomeação controversa e resistência iraniana

Trump criticou a escolha do clérigo linha-dura Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, filho do aiatolá Ali Khamenei, que teria sido morto em um ataque israelense no início da guerra. “Acho que eles cometeram um grande erro”, afirmou o presidente americano.

Leia também:  Chile: "Bolsonaro Chileno" vs. Candidata Comunista em Disputa Presidencial Decisiva

Em contrapartida, a mídia estatal iraniana exibiu imagens de grandes manifestações de apoio ao novo líder em diversas cidades, com a população empunhando bandeiras e retratos de Ali Khamenei. Políticos e instituições expressaram lealdade ao novo líder supremo, cuja família também teria sido vítima dos ataques conjuntos de EUA e Israel, segundo a imprensa oficial.

Guerra em curso e impactos no mercado de energia

No terreno, o conflito persiste. Dados dos Emirados Árabes Unidos indicam uma diminuição nos bombardeios iranianos com mísseis e drones, mas não há sinais claros de um cessar-fogo iminente. O fechamento de fato do Estreito de Ormuz levou a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, a reduzir sua produção, seguindo medidas similares de Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque. Autoridades iranianas reafirmaram que impedirão a passagem de navios de países aliados dos EUA.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Leia também:  Irã: Manifestante pode ser executado em 2 dias; EUA alertam sobre pena de morte

O G7 ainda não chegou a um acordo sobre a liberação de 300 a 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas. No entanto, a França, que preside o grupo, informou que uma nova reunião por videoconferência está agendada e que o bloco está “pronto para tomar medidas necessárias para estabilizar o mercado”.

Trump, que já enfrenta críticas pelo aumento dos preços da gasolina nos EUA, declarou que “o petróleo a US$ 100 é um preço baixo a pagar” pela guerra no Irã, prevendo uma queda rápida na cotação assim que a “destruição da ameaça nuclear iraniana for concluída”.

Em declarações divergentes, Trump afirmou ao jornal New York Post que os EUA “ainda não estão nem perto” de enviar tropas ao Irã para apreender material nuclear, contrariando uma declaração anterior onde se mostrava aberto a essa hipótese. Teerã reportou mais de 1.300 mortes em razão dos ataques até a última segunda-feira.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Fonte: CBS News

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!