Trump critica show de Bad Bunny no Super Bowl e o classifica como 'afronta à grandeza da América'

Trump critica show de Bad Bunny no Super Bowl e o classifica como ‘afronta à grandeza da América’

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou forte desaprovação à performance do cantor porto-riquenho Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl. Em declarações feitas em suas redes sociais, Trump descreveu a apresentação como uma ‘bagunça’ e uma ‘afronta à grandeza da América’. Críticas à performance e à identidade latina Sem mencionar […]

Resumo

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou forte desaprovação à performance do cantor porto-riquenho Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl. Em declarações feitas em suas redes sociais, Trump descreveu a apresentação como uma ‘bagunça’ e uma ‘afronta à grandeza da América’.

Críticas à performance e à identidade latina

Sem mencionar diretamente o nome do artista, Trump criticou a performance, chamando-a de ‘absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos!’. Ele argumentou que a apresentação ‘não faz sentido nenhum’ e que ‘ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante’. Para o ex-presidente, o show representou um ‘tapa na cara do nosso país’.

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Bad Bunny, conhecido por suas letras em espanhol e por defender a identidade latina, já havia gerado expectativa e, para alguns, apreensão antes mesmo de sua apresentação. A escolha do artista para um evento de tamanha audiência nos EUA, que tradicionalmente busca um entretenimento mais ‘inofensivo’, provocou reações de apoiadores de Trump, com alguns até organizando protestos paralelos.

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Bad Bunny: Voz política e cultural

A carreira de Bad Bunny é marcada por um forte engajamento político e social. Em 2019, ele chegou a abandonar uma turnê para se juntar a protestos em Porto Rico contra o então governador Ricardo Rosselló. Sua atuação ao lado de outros artistas porto-riquenhos o consolidou como uma figura pública politicamente ativa.

Diferentemente de outros artistas latinos que buscaram adaptar sua música para o mercado anglo-saxão, Bad Bunny manteve suas raízes musicais e o uso do espanhol como elemento central de sua obra. Seu repertório, que transita entre o reggaeton e o trap latino, frequentemente incorpora referências culturais de Porto Rico e da América Latina, como citações a clássicos como “Garota de Ipanema”.

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O Super Bowl e a polêmica cultural

O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos televisivos mais assistidos globalmente, com audiências que ultrapassam os 100 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos. Tradicionalmente, o espetáculo visa ser um entretenimento consensual, maximizando o impacto publicitário. No entanto, a história do evento não é isenta de polêmicas.

Incidentes como o gesto obsceno da cantora M.I.A. em 2012 ou a performance de Beyoncé em 2016, com referências aos Panteras Negras, demonstraram que o palco do Super Bowl pode, sim, ser utilizado para manifestações culturais e políticas. Mais recentemente, em 2025, um dançarino de Kendrick Lamar exibiu bandeiras da Palestina e do Sudão, resultando em sua prisão.

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Contexto político e social nos EUA

A apresentação de Bad Bunny ocorreu em um momento de elevada tensão social nos Estados Unidos. O evento coincidiu com uma onda de protestos contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), especialmente após mortes relacionadas à atuação da agência em Minnesota. A própria Secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, havia mencionado uma forte presença do ICE durante o Super Bowl, embora a NFL tenha posteriormente negado qualquer participação oficial da agência no evento.

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Nesse cenário, a escolha de um artista que é porta-voz da comunidade latina e que não se furta a expressar suas opiniões políticas adicionou uma camada extra de significado e controvérsia à sua participação no evento esportivo de maior audiência nos Estados Unidos.

Fonte: G1

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