O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou um pedido formal para suspender o recesso parlamentar, que se estende até fevereiro de 2026. A iniciativa visa permitir a imediata abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
A Proposta de Malta
Em sua argumentação, o senador declarou que o Congresso Nacional não pode ignorar as graves denúncias que circulam. Malta direcionou o documento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enfatizando que o silêncio diante de fatos relevantes configura negligência, e não cautela.
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A oposição tem pressionado pela criação da CPI para apurar as irregularidades no Banco Master. A proposta de Malta ressalta que a investigação não busca antecipar julgamentos, mas sim garantir o exercício da fiscalização constitucional pelo Poder Legislativo.
O Caso Banco Master e o Ministro do STF
O foco das investigações recai sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci. Segundo reportagens, Viviane teria sido contratada como advogada do Banco Master com um contrato milionário, cujos detalhes completos e pagamentos efetuados ainda não foram totalmente esclarecidos.
O escritório de advocacia de Viviane Barci teria recebido um valor mensal de R$ 3,6 milhões por um período de 36 meses, totalizando mais de R$ 129 milhões. As informações parciais publicadas não foram contestadas por Viviane Barci nem pelo Banco Master até o momento.
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Posicionamento de Alexandre de Moraes
Em resposta às especulações, o ministro Alexandre de Moraes negou, por meio de nota oficial, ter discutido assuntos relacionados ao caso com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O gabinete do ministro também esclareceu que o escritório de Viviane Barci não atuou na operação de venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília).
A controvérsia em torno do Banco Master e a possível atuação de familiares de autoridades levanta questões sobre a integridade e a transparência em transações financeiras de grande vulto. A decisão sobre a suspensão do recesso e a abertura da CPI agora recai sobre a liderança do Congresso Nacional.
Fonte: g1.globo.com
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