O quadro de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’ e apontado como braço direito do empresário Daniel Vorcaro, permanece grave. Ele está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, em Belo Horizonte, após atentar contra a própria vida em uma cela da Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (4/3).
Internação e Estado Crítico
Mourão foi levado ao HPS João XXIII, unidade gerida pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), após o incidente. Fontes ligadas ao hospital confirmam a gravidade do seu estado de saúde, que exige monitoramento intensivo. A versão é defendida pelo advogado de Luiz Phillipi, Robson Lucas.
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Versões e Desmentidos Oficiais
Desde a prisão de Mourão, desdobramento da Operação Compliance Zero, surgiram informações conflitantes. Inicialmente, houve relatos de morte encefálica, rapidamente desmentidos pela Polícia Federal e por familiares. A PF divulgou nota oficial na noite de quarta-feira (4/3) negando o óbito e informando que atualizações só seriam fornecidas após avaliação médica.
Investigação em Andamento
A Polícia Federal informou, nesta sexta-feira (6/3), que não possui novas atualizações sobre o quadro clínico de Mourão. A corporação enviou imagens de câmeras de segurança da cela onde o detento estava para o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um procedimento apuratório foi instaurado para esclarecer as circunstâncias exatas da tentativa de suicídio.
O Papel do ‘Sicário’ na Operação
Segundo a PF, Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão era o operador central de uma organização criminosa denominada “A Turma”. Ele seria o responsável pela coordenação de grupos de vigilância e monitoramento de alvos considerados adversários. As investigações apontam que Mourão acessava bases de dados restritas de órgãos públicos, como a própria PF e o Ministério Público Federal, utilizando credenciais de terceiros. Seu modus operandi envolveria a coleta de informações sobre autoridades, jornalistas e críticos, a remoção de conteúdos digitais de forma fraudulenta e a mobilização de equipes para monitoramento presencial e intimidação.
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Sigilo Médico e LGPD
A Fhemig, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não pode divulgar informações individuais sobre o estado de saúde de pacientes. Assim, a comunicação oficial sobre a condição de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é restrita, cabendo à Polícia Federal e ao corpo médico do HPS João XXIII as atualizações pertinentes.
Fonte: O Tempo