O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou nesta terça-feira (27) sua intenção de deixar o União Brasil. A decisão, considerada irreversível, foi comunicada à liderança do partido, incluindo o presidente Antônio Rueda e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Caiado explicou que a conversa sobre sua saída vem se arrastando desde o fim do ano passado, mas que o momento atual exige uma definição para que possa avançar em suas articulações para a disputa presidencial.
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“Eu já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo, irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, declarou o governador.
Ele sinalizou que está em conversas com outras legendas e que a definição sobre sua nova filiação deve ocorrer nos próximos dias, visando a construção de sua campanha eleitoral.
Cenário eleitoral e estratégia de candidatura
A movimentação de Caiado ocorre em um contexto onde as pesquisas eleitorais indicam que ele aparece atrás do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma pesquisa AtlasIntel divulgada em janeiro mostrou Lula com 49% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Caiado, que registrou 39%.
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O governador tem defendido a pulverização de candidaturas no campo da direita como uma estratégia para enfrentar o PT. Segundo ele, a concentração de votos em um único nome pode favorecer o governo em exercício.
“Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro”, argumentou.
Posicionamento sobre apoio de Bolsonaro
Caiado também comentou sobre a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. Ele avalia que o apoio de Bolsonaro não se traduz automaticamente em votos para um candidato indicado por ele.
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“Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total”, disse Caiado, que, no entanto, afirmou que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.
A decisão de Caiado de buscar um novo partido sinaliza um movimento importante na articulação da direita para as próximas eleições presidenciais, buscando consolidar uma alternativa ao governo atual.
Fonte: R7
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