O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, traçou um diagnóstico severo sobre o cenário político do estado às vésperas das eleições de 2026. Em entrevista recente, Zema afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta obstáculos consideráveis para estabelecer uma candidatura viável em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Desgaste petista e a memória mineira
Para Zema, a sigla petista no estado está em posição fragilizada. “Quem se apresenta como candidato do PT em Minas praticamente assina um atestado de óbito eleitoral”, declarou o governador, ressaltando a dificuldade do partido em encontrar nomes competitivos para disputar cargos no estado.
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A rejeição ao PT em Minas Gerais, segundo Zema, tem raízes na gestão do ex-governador Fernando Pimentel (2015-2018). Ele citou o atraso no pagamento de salários de servidores e o não repasse de consignados a bancos, que resultaram na negativação de 240 mil servidores. “Isso traumatizou Minas”, pontuou Zema.
Minas Gerais: Estado decisivo para o país
Com mais de 16 milhões de eleitores, Minas Gerais é historicamente um estado crucial nas disputas presidenciais. A máxima “quem não ganha em Minas não ganha o Brasil” continua ecoando nos corredores de Brasília, e Zema avalia que o cenário atual favorece a oposição ao governo federal.
O governador ironizou a ausência de Lula em aparições públicas ao lado de Pimentel durante visitas a Minas, comparando a situação a táticas da “União Soviética dos anos 1920”.
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A direita mineira e a sucessão de Zema
Impedido de concorrer à reeleição, Romeu Zema confirmou seu apoio ao atual vice-governador, Mateus Simões, como candidato à sucessão estadual. A estratégia é dar visibilidade a Simões a partir de sua posse como governador interino nos próximos meses.
“Daqui a 70 ou 80 dias, o Mateus assume o governo e terá a oportunidade de se mostrar. Isso já aconteceu em Minas e em outros estados: vice só ganha projeção quando senta na cadeira”, explicou Zema.
Cenário de centro-direita e o enfraquecimento da esquerda
Zema projeta que Minas Gerais repetirá no plano estadual o cenário nacional, com múltiplos candidatos de centro e direita disputando espaço, enquanto a esquerda se apresenta enfraquecida. “Aqui em Minas ninguém quer carregar a sigla do PT. Na última eleição, o partido nem lançou candidato próprio”, lembrou.
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Essa conjuntura, na visão do governador, cria uma vantagem estrutural para o campo político que ele representa, tanto na disputa pelo governo estadual quanto na composição dos palanques presidenciais em 2026. O enfraquecimento do PT em Minas, um estado com forte tradição política e eleitoral, pode ser um fator determinante para o resultado das próximas eleições presidenciais, sinalizando um possível obstáculo à reeleição de Lula.
“Estamos confiantes”, concluiu o governador. “Minas já mostrou que sabe reagir quando governos incompetentes passam por aqui.”
Fonte: O Tempo
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