A repórter Manuela Borges, do ICL Notícias, foi alvo de um episódio de intimidação no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (24).
Segundo o relato da jornalista, aproximadamente 20 servidores ligados a gabinetes de deputados da oposição a cercaram e a filmaram com celulares, além de proferir gritos e apontar dedos.
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O incidente ocorreu após Manuela Borges tentar questionar parlamentares sobre outdoors com imagens de Michelle Bolsonaro e da deputada Bia Kicis instalados no Distrito Federal.
A atividade, que havia sido anunciada como uma coletiva de imprensa, segundo a repórter, não abria espaço para perguntas dos jornalistas presentes.
Após os pronunciamentos dos parlamentares, que deixaram o local sem interagir com a imprensa, Manuela tentou abordar o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva.
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A jornalista relatou que, ao tentar fazer uma pergunta sobre a possível configuração de campanha eleitoral antecipada, foi cercada pelos assessores.
“Vieram esses assessores botando o celular na minha cara, encostando em mim, me oprimindo e não deixando eu fazer o meu trabalho de jornalista”, declarou Manuela Borges.
A repórter descreveu a cena como caótica, com diversos celulares posicionados a poucos centímetros de seu rosto, enquanto o grupo a filmava e gritava.
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Manuela Borges também citou a postura do deputado Coronel Crisóstomo, que teria começado a gritar e a “cuspir” enquanto os servidores a apertavam.
A jornalista criticou a inação dos policiais legislativos que testemunharam a cena, afirmando que eles apenas observaram a movimentação sem intervir.
O ICL Notícias informou que apresentará uma denúncia formal através do Comitê de Imprensa para registrar o ocorrido na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
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Até o momento, nenhum dos parlamentares citados no relato se manifestou oficialmente sobre o incidente.
Fonte: ICL Notícias