O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando a investigação de um pagamento de aproximadamente R$ 46 milhões a servidores do Senado Federal. Os valores se referem à Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI).
Questionamentos sobre a VPNI
Na ação, Renan Santos levanta dúvidas sobre a legalidade do repasse, que teria beneficiado cerca de 800 servidores, com valores individuais que, em alguns casos, atingiram R$ 300 mil. Segundo o documento apresentado ao MPF, o pagamento foi realizado mesmo após apontamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre irregularidades no modelo de gratificação.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
O repasse foi autorizado após o Congresso Nacional derrubar um veto presidencial. A VPNI é um tipo de gratificação que, em tese, visa compensar perdas de remuneração em planos de carreira, mas sua aplicação tem sido alvo de debates e questionamentos sobre a justificativa e o impacto no orçamento público.
Destinação de verba para honorários advocatícios
Além da legalidade dos pagamentos em si, a representação de Renan Santos também foca na destinação de parte dos recursos para o pagamento de honorários advocatícios. De acordo com as informações, cerca de R$ 4,6 milhões teriam sido repassados a um escritório de advocacia.
Este escritório teria sido contratado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União. A origem dos recursos para o pagamento dos honorários seria proveniente dos próprios valores pagos aos servidores a título de VPNI, o que levanta a questão sobre o uso de verbas públicas para despesas com representação sindical e advocatícia.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Pedido de apuração e posicionamento institucional
Renan Santos declarou que o caso exige uma resposta firme das instituições de controle. “O Brasil não pode aceitar que recursos públicos sejam utilizados sem transparência e sem respeito ao interesse coletivo. Quando há indícios de irregularidades envolvendo milhões de reais, é dever de quem tem compromisso com o país exigir apuração rigorosa. O dinheiro do contribuinte precisa ser tratado com seriedade, responsabilidade e respeito”, afirmou o pré-candidato.
No pedido ao MPF, Renan solicita a apuração da legalidade dos pagamentos, a análise de compatibilidade dos atos com os princípios da administração pública – como legalidade, moralidade e impessoalidade – e a eventual responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Até o momento, o Senado Federal não se manifestou oficialmente sobre a representação. O espaço permanece aberto para posicionamento do órgão.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: g1.globo.com