A cúpula do PT em Minas Gerais intensifica a busca por uma solução caseira para a sucessão de Romeu Zema (Novo) no governo estadual. A indefinição de Rodrigo Pacheco (PSD) sobre a candidatura ao Palácio Tiradentes tem levado o partido a explorar outros nomes, visando fortalecer a chapa e a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.
Sandra Aguiar: A aposta técnica e acadêmica
Um dos nomes que ganha força nos bastidores petistas é o de Sandra Aguiar, atual reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Até então cogitada para uma vaga na Câmara dos Deputados, Aguiar é vista como uma novidade promissora no cenário político mineiro. Sua ausência de histórico em disputas eleitorais anteriores e a reputação ilibada no meio acadêmico são fatores considerados positivos para minimizar a rejeição.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
O perfil técnico e acadêmico de Sandra Aguiar agrada a setores do PT que defendem uma candidatura com forte apelo técnico e de gestão. A reitora da UFMG, uma das maiores universidades federais do país, reconheceu ter dialogado com lideranças políticas mineiras, mas reiterou seu foco em concluir o mandato na instituição. Ela declarou que qualquer construção política em torno de seu nome precisa ser coletiva e só seria definida após o fim de sua gestão.
Kalil e a resistência de Pacheco
Outro nome que chegou a ser sondado pelo PT foi o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. No entanto, as conversas com o ex-prefeito da capital mineira não avançaram significativamente, deixando o partido em busca de alternativas mais concretas.
Apesar de intensificar as buscas por um plano alternativo, o PT ainda nutre a esperança de convencer Rodrigo Pacheco a aceitar o convite de Lula para disputar o governo de Minas. O senador é considerado uma figura competitiva devido ao seu perfil moderado e à sua capacidade de articulação com prefeitos de diversas legendas, incluindo de direita. A expectativa é que sua candidatura possa reforçar a campanha presidencial em um estado estratégico, considerado um termômetro eleitoral nacional.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
O impasse do STF e a esperança petista
A resistência de Pacheco em se candidatar tem sido um obstáculo. Ele já havia manifestado o desejo de ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, após não ser selecionado por Lula para a vaga de Luís Roberto Barroso, chegou a anunciar sua intenção de deixar a vida pública em 2026. No entanto, interlocutores do senador têm sinalizado ao PT que ele ainda avalia a possibilidade de concorrer ao governo estadual, sugerindo que o anúncio de aposentadoria política pode não ser definitivo.
Novos encontros e o cenário mineiro em aberto
Lula planeja um novo encontro com Pacheco nas próximas semanas, em uma última tentativa de convencê-lo. Um dos argumentos que o presidente pretende usar é o cenário eleitoral mineiro, que se apresenta aberto. Atualmente, o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) já se colocaram como pré-candidatos. A decisão final de Pacheco é aguardada para o fim de fevereiro, com especulações sobre uma possível migração para o União Brasil.
Minas Gerais, com seus mais de 16 milhões de eleitores, é um estado de grande importância estratégica para qualquer projeto político nacional. A decisão de Pacheco e as articulações do PT e de outros partidos no estado prometem moldar o cenário eleitoral nos próximos meses.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: CartaCapital