Presidente reeleito do CRO-MG acusa Conselho Federal de interferência política em eleição

Presidente reeleito do CRO-MG acusa Conselho Federal de interferência política em eleição

O recém-reeleito presidente do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG), Raphael Castro Mota, denunciou uma suposta intervenção política do Conselho Federal de Odontologia (CFO) no processo eleitoral do órgão mineiro. Segundo Mota, a posse da nova diretoria, eleita em dezembro, foi impedida após o CFO não homologar o resultado, o que ele classifica […]

Resumo

O recém-reeleito presidente do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CRO-MG), Raphael Castro Mota, denunciou uma suposta intervenção política do Conselho Federal de Odontologia (CFO) no processo eleitoral do órgão mineiro. Segundo Mota, a posse da nova diretoria, eleita em dezembro, foi impedida após o CFO não homologar o resultado, o que ele classifica como um ato de desrespeito à vontade dos cirurgiões-dentistas do estado.

Intervenção e Acusações Políticas

Mota, que obteve mais de 60% dos votos no segundo turno da eleição, relata que o CFO atrasou o processo e, posteriormente, esperou até o último dia do ano para não validar o pleito. Ele afirma que uma comissão provisória, composta por membros da chapa adversária derrotada, foi nomeada para assumir a gestão do CRO-MG, impedindo o início de um novo mandato de dois anos.

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“Isso ocorreu não por uma questão técnica, mas por motivos políticos”, declarou Mota, ressaltando que a eleição foi legítima e contou com cerca de 12 mil votos. Ele considera a nomeação da diretoria provisória um desrespeito à soberania dos dentistas mineiros, especialmente por conceder um mandato completo de dois anos a um grupo que não obteve a confiança da maioria.

Histórico de Conflitos com o CFO

O presidente reeleito do CRO-MG apontou que a decisão do CFO de não homologar o resultado tem raízes em um histórico de conflitos entre os órgãos. Ele mencionou uma intervenção anterior do CFO no CRO-MG em 2024, que, segundo Mota, foi considerada arbitrária e abusiva pela Justiça. Na ocasião, o CRO-MG só conseguiu retomar suas atividades regulares em julho de 2025, após uma decisão judicial favorável.

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Essa disputa judicial evidenciou, de acordo com Mota, uma clara briga política entre o conselho regional mineiro e a instância federal. A situação atual, segundo ele, reforça a tese de que o CFO estaria agindo para minar a autonomia do CRO-MG e impor seus próprios interesses políticos em Minas Gerais, um estado com uma vasta comunidade de profissionais da odontologia distribuída por regiões como o Triângulo Mineiro, Zona da Mata e o Vale do Aço.

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Aguardando Posicionamento do Conselho Federal

A reportagem buscou o posicionamento oficial do Conselho Federal de Odontologia sobre as graves denúncias apresentadas pelo presidente reeleito do CRO-MG. Até o momento da publicação desta matéria, o CFO não retornou o contato, e aguarda-se um esclarecimento sobre os motivos da não homologação do resultado eleitoral e a nomeação da diretoria provisória em Minas Gerais.

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A situação gera incertezas sobre a continuidade da gestão do CRO-MG e pode impactar a fiscalização e a representação dos cirurgiões-dentistas em todo o estado, desde as grandes cidades como Belo Horizonte e Uberlândia até municípios menores do interior mineiro.

Fonte: G1

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