Policial venezuelano preso por traição morre sob custódia; oposição e ONGs denunciam falta de transparência

Policial venezuelano preso por traição morre sob custódia; oposição e ONGs denunciam falta de transparência

Um policial venezuelano, preso em dezembro sob acusações de traição à pátria, morreu no sábado sob custódia do Estado. A denúncia foi feita pela oposição e por organizações de direitos humanos, em um momento de expectativa por liberações em massa de detidos políticos na Venezuela. Morte sob Custódia e Expectativa de Libertações Edison José Torres […]

Resumo

Um policial venezuelano, preso em dezembro sob acusações de traição à pátria, morreu no sábado sob custódia do Estado. A denúncia foi feita pela oposição e por organizações de direitos humanos, em um momento de expectativa por liberações em massa de detidos políticos na Venezuela.

Morte sob Custódia e Expectativa de Libertações

Edison José Torres Fernández, de 52 anos, faleceu em 10 de janeiro de 2026, apenas 62 horas após o governo interino anunciar a libertação de um “número importante” de detidos, incluindo estrangeiros. O Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) e outras ONGs de direitos humanos divulgaram a morte do policial, expressando profunda preocupação com a falta de transparência.

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O governo, liderado por Delcy Rodríguez, tem classificado as liberações como um gesto de “convivência pacífica”. No entanto, familiares e defensores apontam que apenas cerca de vinte presos políticos foram efetivamente libertados até o momento, um número considerado baixo por críticos e ativistas.

Contexto da Detenção e Acusações

Torres Fernández era funcionário da Polícia do estado de Portuguesa, com mais de 20 anos de serviço. Segundo o CLIPP, ele foi detido em 9 de dezembro de 2025 após compartilhar mensagens consideradas críticas ao regime e ao governador do estado. As acusações formais incluem traição à pátria e associação criminosa.

Demanda por Transparência e Histórico de Mortes

O CLIPP destacou a ausência de informações oficiais sobre as circunstâncias ou causas da morte de Torres Fernández, bem como sobre o atendimento médico que ele teria recebido. A organização ressaltou que a falta de transparência torna o Estado venezuelano responsável pela vida e integridade dos detidos.

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O partido de oposição Primeiro Justiça endossou a denúncia e exigiu a “liberdade imediata, plena e incondicional para TODOS os presos políticos, civis e militares”.

Cenário de Direitos Humanos na Venezuela

Desde 2014, pelo menos 18 presos políticos morreram sob a custódia do Estado venezuelano, segundo dados de organizações de direitos humanos. A ONG Foro Penal estima que mais de 800 presos políticos ainda estejam detidos no país, evidenciando um cenário contínuo de preocupação com os direitos humanos e as condições de encarceramento.

A situação na Venezuela tem sido acompanhada de perto pela comunidade internacional, com diversas nações e organismos expressando preocupação com a crise política e humanitária no país. A Casa Branca, por exemplo, tem associado as ações do governo venezuelano à influência de Donald Trump, após a captura do presidente Nicolás Maduro.

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A morte de Edison José Torres Fernández adiciona mais um capítulo à crise de direitos humanos na Venezuela, intensificando os apelos por investigações independentes e pelo respeito aos direitos fundamentais dos detidos políticos.

Fonte: Reuters

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