Mensagens de WhatsApp trocadas em 17 de novembro entre o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram extraídas e periciadas pela Polícia Federal (PF).
A informação, divulgada pelo jornal O Globo, aponta que a análise técnica realizada no celular de Vorcaro permitiu visualizar simultaneamente as conversas e as imagens de visualização única, que normalmente desaparecem após serem vistas.
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A Secretaria de Comunicação do STF havia divulgado nota anteriormente, a pedido do gabinete de Alexandre de Moraes, negando o recebimento de mensagens do banqueiro. Segundo o comunicado, uma perícia nos dados telemáticos de Vorcaro indicou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não correspondiam aos contatos do ministro.
Contradição nas análises
No entanto, a reportagem do O Globo contradiz a versão oficial, afirmando que o material ao qual o jornal teve acesso não se baseia em comparações de horários com notas de bloco, mas sim na extração por software específico. Este método teria o poder de reverter a função de visualização única, exibindo o conteúdo integralmente.
O jornal destaca que, no material obtido, o número e o nome de Alexandre de Moraes constam como remetente e destinatário das mensagens. O número telefônico, segundo o O Globo, foi conferido e verificado.
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Respostas e emojis de aprovação
Para preservar a privacidade do ministro, o número de telefone foi ocultado nas publicações impressa e digital do jornal. A verificação das informações foi realizada com fontes próximas ao caso.
De acordo com a publicação, o número atribuído a Alexandre de Moraes não apenas respondeu quatro vezes às mensagens de Vorcaro com arquivos de visualização única, mas também utilizou emojis de aprovação para a primeira e a última mensagem enviada pelo banqueiro.
A situação levanta questionamentos sobre a integridade das informações e a condução das perícias, especialmente em um contexto de investigações sensíveis que envolvem figuras públicas e o sistema financeiro.
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Fonte: O Globo