PGR pede suspensão de acareação determinada por Toffoli sobre Banco Master

PGR pede suspensão de acareação determinada por Toffoli sobre Banco Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de uma acareação marcada pelo ministro Dias Toffoli. A medida envolveria o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Acareação considerada prematura Segundo a […]

Resumo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de uma acareação marcada pelo ministro Dias Toffoli. A medida envolveria o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.

Acareação considerada prematura

Segundo a PGR, a realização da acareação seria prematura, uma vez que nenhum dos envolvidos ainda prestou depoimento formal na investigação. A procuradoria argumenta que a acareação, prevista no Código de Processo Penal, deve ocorrer apenas após o interrogatório dos acusados e quando houver divergências em declarações já colhidas.

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O pedido, apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, tramita sob sigilo, assim como toda a investigação referente ao Banco Master, por determinação do ministro Dias Toffoli.

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Decisão de Toffoli gera estranhamento

A decisão de Dias Toffoli de marcar a acareação para o dia 30 de dezembro, em pleno recesso forense, gerou críticas e estranhamento em diversos setores.

Hélio Telho, procurador da República em Goiás, classificou a iniciativa como sem precedentes na história judicial brasileira. Ele destacou que a acareação foi determinada de ofício pelo relator, a ser realizada em seu gabinete, por um juiz instrutor, durante o período de recesso e em sigilo, sem uma finalidade claramente definida.

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) também manifestou seu descontentamento, ironizando a decisão de marcar o ato em pleno recesso, sem provocação do Ministério Público ou da Polícia Federal. Vieira sugeriu que a decisão poderia estar relacionada a outros fatos, aludindo a possíveis interesses paralelos.

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Sigilo e viagens geram preocupações

O ministro Dias Toffoli concentrou todas as investigações sobre o Banco Master sob seu controle e decretou sigilo sobre os autos, o que tem levantado receios sobre a lisura e transparência do processo investigativo.

A situação se agravou com a notícia de que o ministro viajou para assistir à final da Libertadores, entre Palmeiras e Flamengo, no Peru, acompanhado por um advogado que atua no caso do Banco Master. Adicionalmente, o banco é defendido pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, o que levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

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Investigação sobre o Banco Master

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso em novembro no aeroporto de Guarulhos (SP), sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras que culminaram na liquidação da instituição.

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Vorcaro permaneceu detido por menos de 15 dias, sendo liberado em 29 de novembro. As condições para sua soltura incluíram o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados na Operação Compliance Zero.

Fonte: Estadão

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