O programa “Pesadelo na Cozinha”, comandado pelo renomado chef Erick Jacquin, está no centro de uma polêmica em Belo Horizonte. A gravação de um episódio na capital mineira resultou na pintura da fachada de um casarão tombado, localizado no charmoso bairro Lourdes, Região Centro-Sul da cidade.
Alterações em Bens Tombados Exigem Cautela
O imóvel em questão, que abriga o Café Cultura Bar, possui valor histórico e arquitetônico, datando da transição entre os séculos XIX e XX. A legislação municipal de Belo Horizonte é clara quanto à necessidade de autorização para qualquer intervenção em bens tombados. Mudanças em fachadas, elementos decorativos ou estruturais de tais propriedades dependem de análise e aprovação dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio cultural.
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Prefeitura de BH Afirma Ausência de Permissão
Em nota oficial, a prefeitura de Belo Horizonte confirmou que a pintura da fachada do casarão histórico foi realizada sem consulta prévia ou autorização do município. A Diretoria do Patrimônio Cultural agiu prontamente, realizando uma vistoria no local na última quinta-feira (15). O objetivo é avaliar os danos e determinar as medidas legais cabíveis, assegurando o cumprimento da legislação de proteção ao patrimônio.
Nova Temporada e Expansão do Programa
As gravações fazem parte da quinta temporada do “Pesadelo na Cozinha”, com estreia prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Pela primeira vez, a atração expande seus horizontes para além de São Paulo, visitando outras cidades brasileiras. Além de Belo Horizonte, o chef Jacquin já passou por Porto Seguro (BA) e tem planos de ir a Foz do Iguaçu (PR).
Sucesso de Audiência e Repercussão Online
O programa tem demonstrado grande popularidade. No YouTube, episódios já alcançaram mais de 2 milhões de visualizações. Na plataforma HBO Max, a atração chegou a liderar o ranking de audiência durante a exibição dos episódios inéditos do ano passado. A nova temporada tem estreia marcada para 20 de fevereiro na HBO Max e Discovery Home & Health, com exibição na Band quatro dias depois, em 24 de fevereiro.
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A TV Bandeirantes, responsável pela produção, foi procurada para comentar o ocorrido, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O caso levanta um debate importante sobre a conciliação entre a produção televisiva e a preservação do rico patrimônio histórico de Belo Horizonte, cidade que ostenta diversos imóveis tombados em seus bairros tradicionais.
Fonte: FOLHAPRESS